Rio proíbe estacionamento na orla e fecha áreas de lazer; praias seguem abertas

A prefeitura do Rio anunciou o retorno de algumas medidas restritivas para conter o novo avanço do coronavírus na capital fluminense. Após decisão conjunta com o governo do Estado, indústria, comércio e serviços terão de funcionar com escalonamento de horários. Áreas de lazer na zona sul estão suspensas, e veículos não poderão estacionar na orla aos finais de semana.

Segundo a Prefeitura, a decisão foi tomada após reunião do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), do governador em exercício Cláudio Castro (PSC) e secretários de saúde do município e do Estado. "O conjunto de anúncios visa a proteger a população de situações de risco de contaminação pela covid-19, mas sem interferir na cadeia produtiva e sem causar danos à economia", declarou o executivo municipal, em nota.

As novas medidas de restrição impostas são as seguintes:

- Escalonamento dos horários de funcionamento da indústria (a partir das 7h); dos serviços (a partir das 9h); e do comércio (a partir das 11h), para evitar aglomeração nos transportes públicos.

- Proibição de estacionamento na orla nos fins de semana e feriados;

- Cancelamento das áreas de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon e no Aterro do Flamengo aos domingos e feriados (as pistas, portanto, não serão fechadas ao trânsito de veículos);

- Proibição do uso de áreas comuns de lazer em condomínios, onde não são usadas máscaras, como saunas e piscinas.

- Permissão para shoppings e Centros Comerciais ficarem abertos 24 horas, para evitar aglomerações nos meios de transporte.

Ainda de acordo com a prefeitura, ambulantes legais que atuam na orla receberão cestas básicas enquanto durarem as novas medidas.

Leitos - O governo do Estado anunciou que irá abrir 386 leitos exclusivos para tratamento de pacientes de covid-19. Além disso, reforçou a promessa de que irá ampliar ações de fiscalização para conter aglomerações em eventos.

Cláudio Castro também informou que o estado fechará o ano com saldo positivo de R$ 600 milhões e que esse montante estará reservado para compra emergencial de vacinas contra a covid-19.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por sua vez, informou que irá receber dentro de dez dias o primeiro lote com oito milhões de agulhas e seringas que poderão ser usadas para a vacinação da população do Estado do Rio contra a covid-19. Um segundo lote com outras outros milhões de agulhas e seringas deverá ser entregue à SES em janeiro.