5 livrarias da Avenida Paulista para conhecer a pé; em breve, serão 7

Variedades
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

São Paulo acaba de ganhar um mapa reunindo 37 livrarias de rua instaladas em diversas áreas da cidade. A Martins Fontes é a representante da Avenida Paulista no material, que busca a valorização das livrarias independentes, e uma das únicas que podem ser vistas da rua pelos pedestres que circulam diariamente por uma das avenidas mais movimentadas da capital.

Na segunda quinzena de dezembro, a Livraria da Vila inaugura sua primeira loja de rua na Paulista - será a quarta de rua da rede. Ela, que já está nos shoppings Cidade de São Paulo e Paulista, entre outros, vai ocupar um imóvel de 800m² na esquina com a Alameda Campinas. A nova loja de Samuel Seibel vai abrigar cerca de 100 mil itens, entre livros e produtos de papelaria, além do Le Jazz Café, assinado pelos mesmos donos do Le Jazz Bistrô e Le Jazz Boulangerie.

Também até o fim do ano, o Magalu deve inaugurar a primeira loja física da Estante Virtual, na Galeria Magalu, megaloja que a rede vai instalar no Conjunto Nacional, onde antes funcionava a Livraria Cultura.

Enquanto as novas lojas não são inauguradas, vale um tour literário a pé pelas livrarias da região.

Roteiro: Caminhando pelas livrarias da Paulista

O ideal do roteiro é começar pela Drummond. Instalada no Conjunto Nacional, a livraria ocupa uma loja de 220 m² e reúne um acervo diversificado. A loja é palco ainda de diversos lançamentos e eventos. Por exemplo, inaugurou no dia 17 de novembro, uma exposição com 10 obras de artistas gráficos inspirados na figura de Carlos Drummond de Andrade, que dá nome à livraria. Além da mostra, que segue em cartaz até o dia 7 de dezembro, a loja mantém uma escultura de Drummond em tamanho real.

Drummond Livraria: Av. Paulista, 2.073 - Loja 153. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 20h. https://www.drummondlivraria.com.br/.

Atravessando a rua, fica o Shopping Center 3, onde está o Outlet das Letras, um quiosque de venda de livros, onde se podem achar best-sellers e livros infantis e juvenis.

Outlet das Letras: Av. Paulista, 2.064 - Piso Augusta. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.

Caminhando um pouco mais adiante, você vai chegar ao Shopping Cidade São Paulo, onde está uma unidade da Livraria da Vila, que integra o Mapa. A loja foi inaugurada em julho de 2024 e ocupa uma área de 170m². Entre os itens, livros nacionais e importados, jogos, brinquedos e artigos de papelaria. Na curadoria dos livros, destaque para títulos de literatura, geek, infantil, artes, humanidades e autoajuda.

Livraria da Vila - Shopping Cidade São Paulo: Av. Paulista, 1230. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 18h. https://www.livrariadavila.com.br.

Caminhando um pouco mais, você chegará ao Reserva Cultural. Além de cinema, o complexo tem uma livraria especializada em cinema, arte e culinária, além de filmes de arte e cartazes de filmes. Pode ser o local ideal para dar uma relaxada, conferir a programação de cinemas e recarregar as energias antes de voltar a caminhada.

Livraria do Reserva Cultural: Av. Paulista, 900. Funciona todos os dias, das 12h às 22h. https://reservacultural.com.br/livraria.

Um pouco mais adiante, você chegará à Livraria Martins Fontes, um ícone livreiro da Avenida Paulista. A veterana reúne um impressionante acervo de 250 mil títulos a pronta entrega, organizados em cerca de 40 categorias. Ali é fácil encontrar obras de escritores brasileiros clássicos e contemporâneos publicadas por diversas editoras, bem como de autores estrangeiros consagrados e atuais.

Livraria Martins Fontes: Av. Paulista, 509. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 22h; sábados, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 9h às 21h. https://www.martinsfontespaulista.com.br.

Em outra categoria

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves será o secretário de segurança pública do Estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira, 1º de dezembro. Com mais de quatro décadas de atuação na Polícia Civil, Nico, como é conhecido, era o secretário-executivo (o segundo cargo em importância) da pasta sob o comando de Guilherme Derrite, que deixa o cargo também na próxima segunda.

Nico tem 68 anos de idade e ocupou diferentes posições na segurança pública: atuou, por exemplo, como chefe da Delegacia Antissequestro e como delegado-geral da Polícia Civil na gestão Rodrigo Garcia, em 2022. A carreira foi bastante midiática, com casos e prisões famosos.

Apesar do cargo de delegado-geral ter funções mais administrativas, como a definição de estratégias e supervisão de operações, Nico não se afastou das diligências policiais, atuando também na linha de frente ao lado de agentes e investigadores.

Ele foi o fundador do primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) e também chefiou as equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra).

Em 2020, Nico comandou a equipe que prendeu Fabrício Queiroz em Atibaia, no interior de São Paulo. No total, foram mobilizados 15 policiais e cinco viaturas para a ocorrência, sendo que o alvo da operação só foi revelado duas horas antes de os agentes chegarem no local.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Queiroz foi encontrado na casa de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Ele foi preso após denúncia do Ministério Público por suposto envolvimento em um esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

"Pegamos o Queiroz dormindo. Ele acordou com a gente do lado dele", revelou Nico à época. Queiroz foi solto em 2021 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outra prisão midiática conduzida pelo delegado foi a do médico Roger Abdelmassih em 2014, condenado por estuprar dezenas de mulheres no consultório em que atendia. Mais um caso foi a captura de Maurício Hernandez Norambuena, líder do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001.

O primeiro caso de grande repercussão de Osvaldo Nico foi de outra natureza. Em 2005, o delegado deu voz de prisão ao jogador argentino Leandro Desábato, então no Quilmes, por cometer racismo contra o atacante Grafite, que estava no São Paulo, durante um jogo da Libertadores. Nico estava presente no estádio para coibir a extorsão de flanelinhas a motoristas, tomou conhecimento do caso e prendeu o argentino ainda no gramado.

Como secretário-executivo, o gabinete de Nico era decorado com dezenas de fotografias e recortes de jornais que narram uma parte de sua trajetória na polícia. Entre as imagens, havia uma em que Nico aparece ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Além da carreira policial, Nico também é conhecido por conta dos restaurantes administrados por sua família. Ele é sócio minoritário de três pizzarias com sua esposa e filhos. A primeira unidade, no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, funciona há mais de 40 anos. Ele afirma que não participa da administração do negócio, deixando isso a cargo de sua família, que, além das pizzarias, comanda um bar e um restaurante de comida italiana.

Indicação

A indicação de Nico, segundo fontes ouvidas pelo Estadão, é tida como mais conservadora, uma vez que mantém um nome que já integra a alta cúpula da secretaria e, ao mesmo tempo, atende a um pedido de policiais civis após o cargo ser ocupado por um nome ligado à PM.

Derrite, que recentemente se licenciou provisoriamente do cargo para voltar à Câmara dos Deputados e relatar o projeto de lei Antifacção no Congresso, já havia sinalizado que ia deixar a pasta no próximo mês, mas sem indicar uma data.

A expectativa, agora, é que a despedida do atual secretário se dê durante cerimônia de aniversário do batalhão Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que ocorre no centro de São Paulo.

Os casos de roubos e furtos registrados no Estado de São Paulo apresentaram quedas de 22,5% e 5,9%, respectivamente, em outubro deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Houve reduções também nas ocorrências de estupros (14,6%), latrocínios (38,5%) e homicídios dolosos (6,3%).

Nesse último indicador, a queda foi ainda mais acentuada na capital paulista (30%). Por outro lado, houve redução um pouco menor nos roubos (19,83%) e ainda mais tímida nos furtos (0,33%), que seguem em tendência de alta no acumulado do ano da cidade de São Paulo.

Em nota publicada nas redes sociais, a SSP afirma que a queda nos números de roubos registrados em outubro na capital foi a maior deste ano. "O índice é resultado de ações estratégicas de policiamento nas áreas com maior incidência de crimes, com prisões de lideranças envolvidas nessa modalidade criminosa", afirma.

A pasta destaca ainda que, na região central, os casos caíram 48%, e associa a melhora à dispersão da Cracolândia. "A queda nos roubos foi impulsionada pelo fim do fluxo de dependentes químicos na região, que durante décadas se concentraram entre as ruas dos Protestantes e General Couto de Magalhães", acrescenta a secretaria da Segurança Pública.

Apesar da melhora nos indicadores, casos de violência chamam atenção na cidade. No último dia 1.º, a jovem Beatriz Sorrilha Munhos, de 20 anos, morreu após ser baleada na cabeça durante assalto em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Ela havia ido com o pai e o namorado para encontrar o comprador de um drone que haviam vendido. Ao menos um suspeito foi preso.

Dias antes, em 22 de outubro, bandidos fizeram uma babá de 45 anos refém com um bebê no colo enquanto saqueavam uma casa na região do Jardins, zona oeste da cidade. Eles usaram uma abraçadeira de nylon para prender os pés e as mãos da babá que estava no imóvel, segundo boletim de ocorrência obtido pelo Estadão.

Números no Estado

Furtos: tiveram queda de 5,9% em outubro, com 47 mil casos

Roubos: tiveram queda de 22,5% em outubro, com 12,4 mil casos

Estupros: tiveram queda de 14,6% em outubro, com 1,2 mil casos

Latrocínios: tiveram queda de 38,5% em outubro, com 8 vítimas

Homicídios: tiveram queda de 6,3% em outubro, com 195 vítimas

Indicadores na capital

Furtos: tiveram queda de 0,3% em outubro, com 21,1 mil casos

Roubos: tiveram queda de 19,8% em outubro, com 7,6 mil casos

Estupros: tiveram queda de 26,5% em outubro, com 233 casos

Latrocínios: tiveram queda de 50% em outubro, com 3 vítimas

Homicídios: tiveram queda de 30% em outubro, com 28 vítimas

A SSP afirma, ainda em nota publicada no site, que os índices são resultados de ações desencadeadas pelo governo do Estado em parceria com o município, "que desde o início de 2023 realiza um monitoramento detalhado da área para definir as melhores estratégias de combate ao crime organizado".

A pasta acrescenta que, entre as ações, houve o reforço do efetivo na região e a inauguração de novas unidades da Polícia Militar, como a sede da Força Tática do 7º Batalhão Metropolitano e a 3ª Companhia da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 7º Batalhão de Ações Especiais (Baep).

De acordo com a secretaria, a queda nos homicídios dolosos e latrocínios reforça uma tendência observada nos últimos anos, com índices cada vez menores em crimes contra a vida. "Esses resultados são considerados relevantes para a política de segurança pública implementada no estado na atual gestão, pois indicam avanços na proteção da população e na eficiência da integração policial", diz a pasta.

Policiais civis à paisana prenderam dois sequestradores na tarde de terça-feira, 25, em Itaúna, no interior de Minas Gerais, em uma abordagem que parece cena de filme. A ação foi registrada por uma câmera de segurança. Os homens foram presos em flagrante pelos crimes de roubo, sequestro-relâmpago e extorsão, de acordo com a Polícia Civil.

Nas imagens que foram captadas por um vídeo, é possível ver o carro dos sequestradores, de cor branca, parado em uma esquina. Os policiais, em uma viatura descaracterizada, de cor vermelha, se aproximam rapidamente do cruzamento e interceptam o veículo dos criminosos.

Eles tentam arrancar com o carro, mas quatro policiais descem armados e prendem os suspeitos. A abordagem, que aconteceu no bairro Lourdes, atraiu a atenção de curiosos na calçada.

Segundo a polícia, no dia anterior à prisão, segunda-feira, 24, os dois homens armados invadiram a casa de uma família e roubaram duas televisões, um videogame, um celular e um veículo. Além disso, os criminosos obrigaram um morador a entrar no próprio carro, mas dirigido por eles.

Enquanto circulavam pela cidade, a mãe da vítima começou a receber telefonemas com ameaças contra a vida do filho. A polícia informou que ela foi coagida a fazer um Pix de R$ 1,5 mil. Após o pagamento, ainda na segunda-feira a vítima foi liberada.

Na terça, uma das vítimas voltou a ser extorquida, recebendo novas mensagens nas quais os suspeitos exigiam R$ 7,5 mil para devolver o veículo e o celular. Conforme a polícia, o carro da família foi localizado enquanto a ocorrência estava sendo registrada.

A Polícia Civil informou ainda que pediu a prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, dos suspeitos. As investigações apontaram que ambos têm passagens anteriores por roubo e homicídio.