Após nova derrota na Justiça, Nunes diz que vai regulamentar mototáxi por app em dezembro

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 27, que vai regulamentar o serviço de mototáxi por aplicativo até o dia 8 de dezembro, antecipando-se ao prazo imposto pela Justiça paulista. A decisão ocorre após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negar, na quarta-feira, 26, um pedido do município para suspender a determinação que derrubou o decreto que proibia o transporte de passageiros em motocicletas na capital. A gestão tem até 10 de dezembro para publicar a norma, conforme ordem judicial.

Mesmo aguardando que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue um recurso que tenta devolver aos municípios o poder de vetar o serviço, Nunes reconheceu que a administração não pode descumprir a decisão do TJ-SP e já deu início à elaboração do decreto. O texto será mais rígido do que desejam as plataformas, como Uber e 99, afirmou o prefeito em conversa informal com a imprensa.

Entre as exigências previstas estariam o envio por parte das empresas de todos os dados dos motociclistas cadastrados; a obrigatoriedade de um treinamento de três meses ministrado pela própria Prefeitura para quem quiser atuar como mototaxista; a exigência mínima de três anos de habilitação na categoria A; a proibição de circulação em corredores de alto risco, como Avenida 23 de Maio, marginais e outras vias com grande incidência de acidentes; além da limitação de cilindrada das motos a 125 cc.

Questionada, a Prefeitura não confirmou o texto e disse que a proposta ainda está em elaboração.

O prefeito elevou o tom ao se referir à futura liberação determinada pela Justiça e afirmou que a adoção do serviço poderá provocar uma "carnificina" na cidade. Para reforçar sua posição, o prefeito citou um estudo técnico do Ipea que aponta o risco de aumento de acidentes e mortes com a operação de mototáxis.

"Se a gente não conseguir vencer essa batalha, muitas pessoas não vão passar o Natal com suas famílias. Muitas pessoas não entrarão em 2026. Vai ser uma carnificina", afirmou.

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Robinson Shiba, empresário que fundou a franquia China In Box e foi um dos investidores das primeiras temporadas do programa Shark Tank Brasil, voltou a dar uma palestra na última sexta-feira, 28.

Em 2019, ele sofreu um acidente de moto que deixou sequelas motoras e na fala. Por causa do incidente, Shiba passou seis anos afastado da mídia e de grandes interações com o público.

Shiba usa IA para fazer palestra

Na apresentação, Shiba se comunicou por meio de um aparato tecnológico que gera o que escreve simulando sua voz via inteligência artificial. "Poder estar de volta e aqui falando é de longe uma das melhores sensações da minha vida", afirmou durante o Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia.

"Obrigado a toda a equipe que está ao meu lado, família e amigos. Ubuntu é uma filosofia que levo para a minha vida e, depois do acidente, passou a fazer mais sentido ainda. Eu sou o que nós somos. Que a gente possa seguir fazendo a diferença na vida das pessoas e deixando elas fazerem nas nossas. Agradeço a todos vocês que permitiram esse momento. Espero ter servido de inspiração. Acreditem em vocês", comentou, em outro momento no evento compartilhado em seus stories de Instagram.

Robinson Shiba também anunciou que fará uma participação no próximo episódio do Shark Tank Brasil, que deve ir ao ar no YouTube na próxima segunda-feira, 1º. Ele fez parte do elenco fixo de investidores nas quatro primeiros temporadas do programa, entre 2016 e 2019.

O que aconteceu com Shiba, do 'Shark Tank'

Robinson Shiba enfrentou problemas de saúde, incluindo uma parada cardíaca, desde que sofreu um acidente de moto em 18 de fevereiro de 2019. Durante dois anos e três meses, 'sumiu' de suas redes sociais. Retornou em postagens esporádicas a partir de 2021, quando mostrou parte de seu progresso.

Em entrevista ao Uol em setembro de 2021, Marcia Shiba, sua mulher, relatou que ele chegou a ficar em coma induzido durante a internação de três meses no hospital. Em seguida, passou cerca de um ano e meio em uma clínica de reabilitação antes que pudesse voltar para casa. Segundo ela, o marido "compreende quando as pessoas conversam com ele e sua memória não foi afetada". A comunicação, porém, vinha limitada a alguns sons, olhares e movimentos de apontar.

"O longo período de traqueostomia e a falta da fala prejudicaram a ingestão de alimentos. Mas ele pode se comunicar por meio de sons. Ele também não tem nenhum sentido bloqueado. Pode mexer qualquer parte do corpo, mas o acidente proporcionou um traumatismo cranioencefálico muito grave no lado esquerdo, o que comprometeu boa parte de sua coordenação motora", afirmou.

A empresária Débora Maia, mãe da atriz Mel Maia, foi encontrada morta em sua residência, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã de sexta-feira, 28. Ela tinha 53 anos e vivia sozinha em um apartamento na Barra da Tijuca. A descoberta aconteceu quando uma funcionária da casa chegou ao local e encontrou Débora caída no banheiro.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, conduzida pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Até o momento, a causa não foi informada oficialmente. Familiares estão em contato direto com os agentes responsáveis e acompanham os trâmites da investigação. O pai da atriz, Luciano Souza - ex-marido de Débora - também esteve no imóvel para prestar apoio e aguardar orientações.

Vida pessoal e relação com as filhas

Débora era mãe de três filhos: Yasmin, estudante universitária, Mel, de 21 anos, e Lukas, que morreu ainda na infância. O luto pelo primogênito permaneceu como parte marcante de sua trajetória - ela chegou a tatuar homenagens ao menino nas mãos.

Após a separação, Débora passou a morar sozinha e mantinha presença ativa nas redes sociais, onde reunia dezenas de milhares de seguidores. Ali, compartilhava momentos do cotidiano, registros familiares e acompanhava de perto a carreira de Mel, celebrando estreias e novos trabalhos da atriz. Em outubro do ano passado, fez publicações emocionadas comentando dificuldades pessoais e o afastamento das filhas.

Além de acompanhar a vida artística de Mel, Débora também atuava como empresária e assessora. Ela trabalhou na gestão da carreira da filha no início de sua trajetória na televisão e, mais recentemente, assessorava o jovem surfista Lorenzo Abreu, de 11 anos.

Investigação e despedida

Informações preliminares apontam que Débora utilizava medicamentos que exigiam cuidados específicos e que teria feito alterações recentes no tratamento. A polícia, no entanto, ainda não confirmou qualquer relação entre esses fatores e a morte.

O velório e a cremação estão marcados para este sábado, no Crematório da Penitência, no Caju, no Rio de Janeiro. A família pediu privacidade neste momento delicado e reforçou que só irá se manifestar após o avanço das investigações.

Enquanto aguardam esclarecimentos, amigos, seguidores e admiradores de Mel Maia têm prestado solidariedade à família nas redes sociais. A equipe da atriz também confirmou o falecimento publicamente e pediu respeito à memória de Débora.

Para o setor de turismo no Brasil, o ano começa bem antes do Carnaval, com a alta temporada de verão. Mas a obrigatoriedade da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), preenchida digitalmente, vai ficar mesmo para depois da folia. Os hotéis têm até 19 de fevereiro para se adaptar ao estabelecido pela Portaria nº 41, do Ministério do Turismo (MTur), publicada no Diário Oficial da União em 21 de novembro. O texto dá 90 dias para os estabelecimentos seguirem a nova norma antes de ela de fato entrar em vigor. Desde que foi anunciada, em setembro, a medida foi bem recebida por empresas do segmento hoteleiro.

"Acreditamos que a digitalização vai agilizar check-in e check-out, reduzir burocracia e oferecer dados estratégicos em tempo real, fortalecendo a tomada de decisão e a competitividade do setor hoteleiro brasileiro", afirmou Orlando de Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que reúne grandes redes hoteleiras que atuam no País.

A Resorts Brasil também vê a FNRH Digital de forma positiva, que "pode trazer mais agilidade e eficiência para hóspedes e empreendimentos". "A digitalização também tem potencial para gerar informações qualificadas, que podem subsidiar decisões estratégicas no setor e fortalecer políticas públicas", disse Marcelo Picka Van Roey, presidente do Conselho da Resorts Brasil.

Como será o registro digital em hotéis?

Ele substituirá a velha ficha em papel, passando seu uso a ser obrigatório em todos os meios de hospedagem do País quando estiver efetivamente valendo, a partir de 19 de fevereiro, a quinta-feira depois do Carnaval. Embora a medida ainda não esteja em vigor, clicando nestes links, hóspedes, meios de hospedagem e gestores de destinos já podem ter uma ideia do que vão encontrar no sistema.

Já é possível atualizar os dados cadastrais, informações que serão usadas futuramente em viagens. Na plataforma, existirá a possibilidade de fazer pré check-in, check-in e check-out, agilizando processos tanto para meios de hospedagem quanto para hóspedes.

Quando passa a valer a ficha digital?

A norma entra em vigor dentro de 90 dias após a data da publicação da portaria no Diário Oficial da União, o que ocorreu em 21 de novembro de 2025. O prazo foi dado para que os meios de hospedagem tenham tempo suficiente para se adaptar ao novo formato digital, sem prejuízos, alegou o Mtur.

Onde o hóspede irá preencher a ficha online?

Ele fará login na sua conta gov.br e lá encontrará o sistema, lançado em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Com ele, o governo federal alega que será possível identificar o perfil de turistas e monitorar as taxas de ocupação hoteleira em cada Região, colaborando para a produção de estatísticas oficiais e servindo de base para políticas públicas mais eficazes para o desenvolvimento do setor de turismo no Brasil.

"A digitalização tem potencial para gerar informações qualificadas, que podem subsidiar decisões estratégicas no setor e fortalecer políticas públicas", disse Marcelo Picka Van Roey, presidente do Conselho da Resorts Brasil.

Se o viajante estiver no hotel, poderá fazer o registro em papel?

Não, o Ministério do Turismo informou que, quando a medida estiver em vigor, "o uso da ficha em papel será descontinuado". Caso o hóspede faça o check-in no balcão do estabelecimento, "o preenchimento da FNRH poderá ser feito digitalmente pelo atendente, dispensando a necessidade de impressão e assinatura física".

Como os dados de estrangeiros serão registrados?

Os visitantes internacionais não têm conta no gov.br, mas seus dados entrarão no sistema por meio do check-in feito em aplicativo do meio de hospedagem ou pelo preenchimento no balcão do hotel, feito pelo funcionário da recepção.

Como serão adiantados check-in e check-out?

A plataforma FNRH Digital tem módulos para cada etapa: QR Code do meio de hospedagem, que direciona o hóspede à página de pré-check-in; Reservas, para a conexão entre o hóspede e a geração de QR Code; Hóspedes, para encontrar registros em estabelecimentos; e Fichas, com informações detalhadas de cada FNRH digital criada.

Antes de chegar ao hotel, o viajante poderá preencher seus dados e, depois, adiantar seu registro usando um QR Code, um link compartilhado ou o aplicativo do meio de hospedagem. Os dados já existentes em bases governamentais podem ser sugeridos pelo sistema para preenchimento automático.

Sistemas de hotéis poderão ser integrados à plataforma FNRH Digital por meio de credenciais seguras de autenticação (API, na sigla em inglês).

Por que a mudança é importante?

"Já existem empresas trabalhando nesse desafio (da digitalização), o que reforça que estamos diante de um movimento especial de inovação para a hotelaria brasileira. Ao mesmo tempo, é importante acompanhar a adesão das empresas e a integração com diferentes sistemas de gestão hoteleira, para garantir que os benefícios se concretizem na prática", ressaltou Roey, da Resorts Brasil. De acordo com o MTur, a padronização do registro de hóspedes online também gera estatísticas e indicadores do setor.