União Brasil de SP defende não liberar Kim Kataguiri para se candidatar a prefeito pelo PSDB

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

O diretório do União Brasil em São Paulo defende que o partido não libere o deputado federal Kim Kataguiri (União) caso ele decida trocar de legenda com o objetivo de disputar a eleição para prefeito. O deputado discute se filiar ao PSDB diante da dificuldade de viabilizar sua candidatura na atual sigla. Procurada, sua assessoria não se posicionou.

 

Presidente do diretório paulistano e da Câmara Municipal, Milton Leite (União) deseja que o União Brasil apoie a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O vereador discutirá com Kataguiri se o partido realizará prévias para definir entre candidatura própria e o apoio ao emedebista ou adia a decisão para a convenção partidária prevista para o final de julho e início de agosto.

 

Além do apoio, Leite também busca se cacifar para ser indicado como vice na chapa de Nunes. A indicação passará pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que defende o nome de ex-comandante da Rota, coronel Mello Araújo, e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que quer a secretária Sonaira Fernandes (PL). Ainda há a possibilidade de Aldo Rebelo ficar com a vaga. Ele deve ser filiar a um partido aliado até sexta para se manter na disputa.

 

Aliados do chefe do Legislativo paulistano argumentam, porém, que ele agrega mais votos do que os nomes colocados até o momento, principalmente nas periferias das zonas Sul e Leste da capital paulista.

 

Kim Kataguiri vai debater seu futuro partidário com o Movimento Brasil Livre (MBL) e tem até sexta-feira, 5, para tomar uma decisão. Pesam contra a saída dele o apoio do presidente do União, Antônio Rueda, e do secretário-geral, ACM Neto, e a esperança que a direção nacional prevaleça sobre o diretório municipal.

 

O parlamentar teria que apresentar uma justa causa, como perseguição da legenda ou desvio do programa partidário, para conseguir deixar o União Brasil sem perder o mandato na Câmara dos Deputados. A janela partidária que termina na sexta-feira permite que somente vereadores troquem de partido sem o risco de perder o mandato.

 

A possibilidade da ida de Kataguiri para o PSDB surgiu em meio à indefinição sobre o que a sigla fará na eleição para prefeito da maior cidade do país. Depois de rejeitarem apoio a Nunes, os tucanos querem lançar um candidato próprio ou apoiar a deputada federal Tabata Amaral (PSB).

 

A primeira alternativa esbarra na falta de nomes para encabeçar a candidatura, daí a conversa com o líder do MBL - os oito vereadores deixaram o partido porque defendiam a aliança com Nunes. O PSDB também convidou o apresentador José Luiz Datena, atualmente no PSB, para se filiar à sigla. Os convites a Kataguiri e Datena foram revelados pelo jornal O Globo e confirmados pelo Estadão.

 

"Nós estamos conversando com todo mundo e não vamos nos colocar limites no propósito de fortalecer o centro democrático na eleição de São Paulo. Esse é o protagonismo que o PSDB vai ter, fortalecer essa posição para torná-la competitiva. Há hipóteses: o Kim, o Datena, o Andrea Matarazzo que estamos tentando ver se trazemos", disse José Aníbal, presidente do diretório do PSDB em São Paulo.

 

Procurado, Datena preferiu não se manifestar. Ele poderia tanto encabeçar a chapa tucana como ser vice de Tabata, selando a aliança entre a deputada e o PSDB. O convite ao apresentador foi referendado pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que busca ter um palanque forte em São Paulo para viabilizar uma candidatura presidencial como terceira via em 2026.

 

Tucano histórico, Matarazzo deixou o partido em 2016, quando se filiou ao PSD e foi vice na chapa de Marta Suplicy, então no MDB, que terminou na terceira colocação com 10% dos votos para a Prefeitura de São Paulo. Ele estaria resistindo a retornar ao PSDB neste momento para ser candidato a prefeito.

Em outra categoria

O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou uma brecha na Constituição e preencheu duas vagas da Suprema Corte por decreto durante o recesso do Congresso. A manobra controvertida foi publicada em Diário Oficial nesta quarta-feira, 26, e enfrenta o primeiro desafio legal. Em petição apresentada à Justiça, uma organização da sociedade civil pede a nulidade das nomeações.

Sem força para aprovar as indicações de Manuel García Mansilla e Ariel Lijo à mais alta Corte de Argentina, a Casa Rosada se utilizou do artigo da Constituição que prevê a nomeação "em comissão", ou seja, de forma interina durante o recesso do Congresso. Para os críticos, contudo, o mecanismo deveria ser usado em casos excepcionais.

Em petição à Justiça, o Centro de Estudos para a Promoção da Igualdade e da Solidariedade (CEPIS) solicitou a anulação do decreto, além de medida cautelar que anule os seus efeitos. No caso, encaminhado a tribunal federal em La Plata, a organização denuncia a "arbitrariedade e ilegalidade" do decreto e aponta para violação de "disposições constitucionais, bem como tratados internacionais que garantem a independência do Poder Judiciário".

No campo político, o líder da União Pela Pátria, José Mayans, ameaçou que a oposição peronista no Senado derrubaria as indicações de Milei no retorno do Legislativo, mês que vem. E até mesmo o PRO, de Mauricio Macri, que tem ministério no governo, se posicionou contra o nome de Ariel Lijo para Suprema Corte. Após reunião da alta cúpula, o partido sinalizou que a maior parte dos seus senadores votaria contra a nomeação, embora tenha decidido não emitir uma declaração pública sobre o encontro.

A Casa Rosada, se defende dizendo que o decreto visa normalizar os trabalhos da Suprema Corte e acusa o Senado de politizar as escolhas de Javier Milei para o Judiciário. "O Senado, em vez de ter realizado uma análise séria e objetiva da adequação dos candidatos propostos, optou repetidamente por adiar seu pronunciamento com base em considerações motivadas por conveniência política", acusou o governo no decreto.

As indicações de Javier Milei para ocupar duas das cinco vagas existentes na Corte enfrentam resistência tanto dos peronistas, quanto de aliados ocasionais do governo. O impasse se arrasta há quase um ano. As críticas recaem especialmente sobre a escolha de Ariel Lijo, acusado de atrasar investigações sobre corrupção envolvendo empresários e políticos. O juiz nega.

Sem conseguir os dois terços do Senado necessários para aprovar as indicações, a Casa Rosada apelou para o decreto. Nesse caso, as nomeações são interinas. Para garantir a vaga na Corte, os juízes precisam ser confirmados pelo Senado até o fim da próxima legislatura, em março de 2026. Antes disso, os argentinos renovam parte do Congresso nas eleições de meio de mandato e espera-se que o partido de Milei, A Liberdade Avança, amplie a sua bancada.

Em meio às críticas, o governo argumenta que está amparado pela Constituição e promete manter as negociações para garantir aprovação de Manuel García Mansilla e Ariel Lijo no Senado. O último presidente argentino a nomear juízes da Suprema Corte por decreto foi Mauricio Macri, que acabou recuando diante da repercussão negativa e agora critica publicamente a escolha de Lijo. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje a revogação das concessões concedidas ao regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, por meio de um acordo sobre petróleo firmado durante o governo de Joe Biden. Assinado em 26 de novembro de 2022, o acordo tinha como objetivo principal a retomada parcial das atividades de exploração de petróleo na Venezuela, com a Chevron, uma das maiores petroleiras dos EUA, entre as beneficiadas. Em contrapartida, o regime de Maduro se comprometeria a implementar reformas políticas, incluindo a realização de eleições livres e justas, além da libertação de prisioneiros políticos.

"Estamos, por meio deste, revertendo as concessões que o desonesto Joe Biden fez a Nicolás Maduro", escreveu Trump em seu perfil na Truth Social. De acordo com o republicano, o regime venezuelano não cumpriu as condições estabelecidas, especialmente no que diz respeito à realização de eleições democráticas e à devolução de "criminosos violentos enviados ao nosso país". Trump afirmou que Maduro não tem cumprido a promessa de retornar esses "criminosos com a rapidez com que haviam acordado".

Em sua publicação, Trump também anunciou a decisão de encerrar o que chamou de "ineficaz e não cumprido 'Acordo de Concessão' de Biden". O presidente americano determinou que o acordo será encerrado na data da opção de renovação prevista para 1º de março de 2025.

O Escritório de Administração e Orçamento dos Estados Unidos e o Escritório de Gestão de Pessoal solicitaram de maneira conjunta que as agências federais enviem "planos de reorganização" e se preparem para iniciar demissões em larga escala, a pedidos do presidente do país, Donald Trump, segundo memorando divulgado nesta quarta-feira, 26.

No documento, é mencionado que o governo federal é "caro, ineficiente e profundamente endividado" e não está produzindo resultados, o que exige que a medida seja colocada em prática. "O dinheiro dos impostos está sendo desviado para financiar programas improdutivos e desnecessários que beneficiam grupos de interesse radicais enquanto prejudicam cidadãos americanos trabalhadores", justifica a nota.

O comunicado cita que o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) instruiu as agências a "eliminar o desperdício e o inchaço" dos trabalhadores, como parte da "transformação crítica da burocracia federal".