A CARTUNISTA LAERTE VENCE O PRÊMIO JUCA PATO 2021, HOMENAGEM DA UBE AO INTELECTUAL DO ANO

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Laerte Coutinho é a vencedora do Troféu Juca Pato de 2021. Laerte é a primeira cartunista a receber o troféu, uma réplica do personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Belmonte (pseudônimo de Benedito Carneiro Bastos Barreto - 1896/1947). O prêmio foi criado em 1962, por iniciativa do escritor Marcos Rey.

Em 2021, a UBE (União Brasileira de Escritores) abriu ao público a indicação de intelectuais para o prêmio. A votação foi realizada exclusivamente por voto eletrônico, através do site https://www.ube.org.br.

Dentre os indicados, a entidade selecionou Carlos Nejar, Laerte Coutinho, Lilia Schwarcz, Nélida Piñon e Patrícia Campos Mello para concorrer ao prêmio.

Após votação realizada entre os sócios da UBE, Laerte Coutinho foi eleita para receber o Troféu Juca Pato de 2021, homenagem ao "Intelectual do Ano", uma láurea conferida à personalidade que, havendo publicado livro de repercussão nacional no ano anterior, tenha se destacado em qualquer área do conhecimento e contribuído para o desenvolvimento e prestígio do País, na defesa dos valores democráticos e republicanos.

Em 2020, Laerte publicou a obra "Laerte Total", três volumes que reúnem cronologicamente todas as suas tiras, cartuns, histórias em quadrinhos, personagens e ilustrações. Um trabalho corajoso e crítico da vida brasileira.

A entrega do Troféu Juca Pato será realizada no mês de dezembro, em local ainda a ser definido.

Sobre a premiada

Laerte começou profissionalmente desenhando o personagem "Leão" para a revista "Sibila", em 1970 . Em 1974, ganhou o primeiro prêmio no 1.º Salão Internacional de Humor de Piracicaba , com a charge " O Rei Estava Vestido ". No fim da década de 1980 , publicou tiras e histórias em quadrinhos nas revistas " Chiclete c om Banana " (editada por Angeli), " Geraldão " (editada por Glauco) e "Circo", todas da Circo Editorial , que mais tarde lançaria sua própria revista, a "Piratas do Tietê".

Artista versátil e de fina ironia, Laerte atuou também em televisão e cinema. Em 2015, contribuiu com o documentário da cineasta Miriam Chnaiderman, "De Gravata e Unha Vermelha", filme que relata a realidade de transexuais travestis e transgêneros, adeptos do crossdressing e entusiastas debatendo sobre a construção individual do próprio corpo. Em 2017, foi lançado o documentário " Laerte-se ", codirigido por Eliane Brum e Lygia Barbosa, que fala sobre o cotidiano e a transformação na arte e na vida pessoal do artista.

Sobre o Troféu Juca Pato

O Troféu Juca Pato é um dos mais importantes reconhecimentos da literatura brasileira. Já foram laureados escritores como Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade, o crítico literário Antonio Candido e os ex-presidentes da República Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso.

Em 2020, o prêmio "Intelectual do Ano" foi concedido a Ailton Krenak, autor de "Ideias para adiar o fim do mundo". Ativo militante e um dos líderes brasileiros da causa indígena há várias décadas, Krenak preocupa-se, entre outras questões, com o maior desastre socioambiental da História do Brasil, ocorrido em Bento Rodrigues, distrito da cidade de Mariana (MG).

Em 2019, o premiado foi Ignácio de Loyola Brandão, escritor de "Não Verás País Nenhum". Milton Hatoum, autor do livro "A Noite da Espera" recebeu o prêmio em 2018.

Sobre a UBE

A UBE, sociedade civil fundada em 1958, luta em defesa da liberdade de expressão, dos direitos do autor, da cadeia produtiva do livro e pela democratização do acesso à informação. Ricardo Ramos Filho é o seu atual presidente.

Desde sua fundação, resultante da fusão entre a Sociedade Paulista de Escritores e a Associação Brasileira de Escritores, a UBE promove atividades de ordem cultural, social e literária.

Em 2021, a UBE tem se manifestado - ativamente - pela manutenção e fortalecimento dos princípios democráticos que devem nortear o país. Adaptada à realidade imposta pela pandemia, promove de modo virtual encontros semanais com escritores de relevante importância para a difusão da literatura e defesa dos direitos civis, bem como utiliza os meios eletrônicos e impressos para dar voz aos escritores, profissionais do livro e à sociedade brasileira.