Guedes nega ter qualquer ligação com BTG Pactual

Guedes nega ter qualquer ligação com BTG Pactual
O ministro da Economia, Paulo Guedes.
Foto: EBC
Ao prestar esclarecimentos ontem, 23, em audiência nas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes negou ter qualquer proximidade com o BTG Pactual e disse ter se dissociado completamente do banco. Notou que, durante a pandemia, a Economia deixou de chamar o BTG para diálogos sobre temas como crédito agrícola para evitar qualquer tipo de “conversa cruzada”.
O ministro também voltou a repetir que não tem nenhum investimento em empresas no País. “Eu vendi todas as participações nas empresas que eu estava tocando, não tenho nenhuma ligação com nenhum desses sócios mais”, disse. “Eu fui mais realista do que o rei, eu realmente me distanciei de tudo que pudesse ter alcance.”
Ainda afirmou que a operação Greenfield, que apura supostas fraudes em fundos de pensão, foi encerrada por julgamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Guedes era um dos investigados pela operação. O ministro disse ter recebido uma visita de interventores do fundo Postalis para agradecê-lo pelo retorno que seu fundo havia gerado.
Em outubro, a revista Piauí e o site Poder360 revelaram a existência de empresas offshore em nome de Guedes e de Campos Neto. As informações fazem parte da investigação dos Pandora Papers, coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).
Guedes se defendeu ainda da visão de que estaria sendo “descredenciado pelos economistas” por ceder às pressões da Câmara e do Senado e aceitar um déficit maior. “A Economia não tem a última palavra, a Economia luta até o final pelo que é correto tecnicamente”, disse Guedes, para quem não faria sentido pedir demissão do cargo.