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O dia 2 de fevereiro marca o Dia Mundial das Zonas Úmidas, data criada pela Organização das Nações Unidas para lembrar o papel essencial desses ecossistemas na manutenção da vida no planeta. Manguezais, brejos, pântanos, várzeas e lagoas estão entre as áreas consideradas zonas úmidas e exercem funções estratégicas, como o controle de enchentes, a filtragem natural da água, o armazenamento de carbono e a proteção da biodiversidade.
No Brasil, que abriga algumas das maiores zonas úmidas do mundo, como o Pantanal e extensas áreas de manguezais no litoral, esses ambientes são fundamentais tanto para o equilíbrio climático quanto para a sobrevivência de milhares de espécies e comunidades tradicionais. Especialistas alertam que, além de funcionarem como berçários naturais de peixes e aves, essas áreas ajudam a reduzir os impactos de eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas.
Apesar da relevância ambiental, as zonas úmidas estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Avanço urbano desordenado, poluição, queimadas, mineração e mudanças climáticas vêm provocando a redução acelerada dessas áreas. Levantamentos internacionais indicam que mais de um terço das zonas úmidas do mundo já foi perdida desde a década de 1970, comprometendo serviços naturais essenciais para a segurança hídrica e alimentar.
Neste 2 de fevereiro, órgãos ambientais, universidades e organizações da sociedade civil realizam ações de educação ambiental, campanhas de conscientização e atividades em áreas protegidas para reforçar a necessidade de preservação. A data busca lembrar que proteger zonas úmidas não é apenas conservar paisagens, mas garantir água, clima equilibrado e qualidade de vida para as próximas gerações.
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