O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não vê possibilidade de um segundo turno da eleição presidencial de 2026 sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesse sentido, Valdemar defendeu que o ideal seria a direita se unir já no primeiro turno, a fim de "matar o assunto".
Em jantar com empresários na cidade de São Paulo, organizado pelo grupo Esfera Brasil, Valdemar salientou que há condições de vitória ainda na primeira etapa da eleição por Flávio, caso haja convergência entre os partidos do campo conservador.
O dirigente citou uma pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas - que, segundo afirmou, não teria registro e não poderia ser divulgada - na qual Flávio Bolsonaro apareceria quatro pontos porcentuais à frente de Lula. Ele atribuiu o resultado a um possível "efeito Carnaval", em referência ao desfile em homenagem ao atual presidente, ponderando que o cenário anterior não indicava essa vantagem.
"Acho que vão ter muita dificuldade de lançar candidato pelo PSD", disse Valdemar. "Não acho que isso seja difícil (ter união no primeiro turno). Vamos ver o comportamento deles", concluiu.
Sobre possíveis candidaturas alternativas na direita, Valdemar avaliou que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), não deve disputar a Presidência. Na sua opinião, o paranaense tende a permanecer focado na sucessão estadual, diante do desempenho de Sergio Moro (União Brasil), que, segundo ele, teria cerca de 40% das intenções de voto no Estado.
Já em relação ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Valdemar reconheceu que se trata de um "forte candidato", mas afirmou que sua base eleitoral estaria concentrada em Goiás, sem alcance nacional suficiente para sustentar uma candidatura competitiva à Presidência.
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