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Agibank lança IPO nos EUA que pode levantar US$ 830 milhões

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No dia da estreia do PicPay em Nova York, o Agibank, focado em crédito consignado, anunciou nesta quinta-feira, 29, a sua oferta inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A operação pode levantar perto de US$ 830 milhões, considerando o lote extra e o preço da ação na média da faixa sinalizada aos investidores nesta quinta, que vai de US$ 15 a US$ 18.

A oferta-base, que é primária, ou seja, com emissão de novas ações pelo banco, pode movimentar US$ 720 milhões, conforme o preço médio da faixa informada em documento protocolado na Securities and Exchange Comission (SEC, a CVM americana). Mais US$ 108 milhões devem vir do lote extra, que será de ações em poder dos acionistas (Vinci Compass e a gestora Lumina), e vai ser exercido a depender da demanda pelo papel.

O banco híbrido, que tem foco em crédito consignado, ofertará 43,6 milhões de ações classe A, sob o ticker "AGBK". Os papéis de Classe B ficarão com o fundador Marciano Testa, que manterá o controle da companhia. O IPO será coordenado por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup.

A definição do preço de venda das ações está prevista para o dia 10 de fevereiro. A estreia na Bolsa de Valores de Nova York deve ocorrer no dia 11.

Os detalhes da oferta foram divulgados no mesmo dia em que a PicPay estreou na Nasdaq, com demanda que chegou a superar a oferta em mais de 12 vezes, a R$ 6 bilhões. Mais de 200 investidores institucionais buscaram a ação, mas também houve procura de brasileiros. Para analistas e banqueiros, o sucesso da operação pode abrir uma janela de captação via renda variável para empresas do Brasil, após uma seca de quatro anos sem IPO.

O pedido de IPO do Agibank veio poucos dias após o fechamento de um acordo com o INSS para a retomada de concessões de consignado a aposentados e pensionistas. Em dezembro, a instituição havia sido suspensa da modalidade, por conta de irregularidades em alguns contratos. O banco concordou em fazer ajustes em suas práticas. No prospecto, o Agibank admite que mesmo uma suspensão temporária da linha pode afetar "significativamente" os negócios.

No documento, o Agibank informa ainda que teve lucro líquido de R$ 831,70 milhões nos nove meses encerrados em setembro do ano passado, um avanço de 39,3% ante igual período de 2024. A fintech diz ter registrado o maior ritmo de crescimento de lucro no Brasil entre 2022 e 2024, com base na comparação com os cinco maiores bancos tradicionais do País. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 39,1%.

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