Uma série de ataques aéreos não reivindicados atingiu o Irã após os Estados Unidos afirmarem ter concluído sua ofensiva, reacendendo dúvidas sobre quem mais estaria atacando a República Islâmica.
Os bombardeios ocorreram na quinta-feira (9), quando o país se preparava para o enterro do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e atingiram diferentes pontos do sul do Irã. As autoridades iranianas não atribuíram publicamente a responsabilidade a nenhum responsável, embora um parlamentar tenha feito uma advertência aos Emirados Árabes Unidos (EAU), acusando o país de dar apoio aos EUA na campanha contra Teerã.
Governos árabes do Golfo, alvo recorrente do Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, não comentaram imediatamente. Os novos ataques acontecem em um momento em que países da região e os EUA defendem que o Estreito de Ormuz - passagem estratégica para os mercados globais de energia - permaneça aberto à navegação, enquanto o Irã afirma que a rota deve ficar sob seu controle exclusivo e que navios deveriam pagar taxas a Teerã.
Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo transitava por Ormuz. A restrição ao tráfego durante a guerra levou a uma crise global de energia, embora os preços do petróleo tenham recuado desde o pico de US$ 120 por barril.
O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que, por volta das 6h30 no horário local do Irã, havia concluído uma rodada de ataques que atingiu cerca de 90 alvos. Pouco depois, a imprensa iraniana e a mídia estatal relataram explosões e novos ataques nas províncias de Bushehr e Sistan e Baluchistão, além de cidades como Ahvaz e Chabahar. Um funcionário do Departamento de Defesa americano, sob condição de anonimato, afirmou que não houve novos bombardeios dos EUA após o encerramento da última leva na manhã de quinta-feira.
Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva mais ampla no Oriente Médio, mirando Bahrein, Jordânia, Kuwait e Catar. Sirenes de alerta soaram nos quatro países e uma pessoa teria ficado ferida no Kuwait durante tentativas de interceptação por sistemas de defesa aérea.
O líder dos EAU, xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, viajou ao Kuwait após os ataques iranianos para se reunir com o emir do país. Na sequência, governos do Golfo também mantiveram contatos com o chanceler do Catar, que, ao lado do Paquistão, vem atuando na mediação entre Irã e EUA em torno do acordo provisório destinado a evitar a retomada de uma guerra aberta.
Durante o conflito, houve outras ofensivas aéreas sem autoria declarada. Posteriormente, autoridades disseram que Arábia Saudita e EAU atacaram o Irã depois de Teerã atingir instalações de energia nesses países. Israel, que participou da guerra, também não reivindicou ações recentes em território iraniano - e, em geral, costuma assumir publicamente seus ataques.
Nesta sexta-feira, a mídia estatal iraniana citou Esmail Kousari, membro do comitê de segurança nacional do Parlamento e ex-comandante da Guarda Revolucionária, dizendo que os EAU "pagarão o preço" por cooperarem com os EUA, acusando o país de atuar "nos bastidores" nos ataques americanos.
O Irã também voltou a insistir no controle do Estreito de Ormuz, enquanto os EUA recomendam que embarcações usem uma rota mais ao sul, por águas territoriais de Omã. O Joint Maritime Information Center, organismo multinacional supervisionado pela Marinha americana, reiterou hoje o aviso para que navios adotem essa rota, afirmando que ela foi ampliada e continua disponível para todo o tráfego. Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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