O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões destinada a companhias aéreas que operam no país. O anúncio foi feito em 30 de julho e habilitou quatro empresas: Azul, Gol, Latam e a mineira Abaeté. Os recursos vêm do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e podem ser contratados até dezembro de 2026.
As condições são consideravelmente mais brandas do que as praticadas pelo mercado. A taxa de juros é de 4% ao ano, o prazo total chega a 60 meses e há carência de até 12 meses antes do início do pagamento do principal. O dinheiro é de capital de giro, ou seja, destina-se a sustentar a operação corrente das empresas — folha, combustível, arrendamento de aeronaves — e não a investimentos de expansão.
Em contrapartida, as companhias que aderirem ficam impedidas de distribuir dividendos ou juros sobre capital próprio acima do mínimo obrigatório enquanto o financiamento estiver ativo. A restrição busca garantir que o recurso público permaneça na operação em vez de ser transferido a acionistas, uma crítica recorrente em socorros anteriores ao setor.
Separadamente, o governo reservou cerca de R$ 5,565 bilhões para financiamento de longo prazo voltado à aquisição de aeronaves novas, motores, componentes e combustível sustentável de aviação (SAF). Somadas, as duas frentes ultrapassam R$ 13,5 bilhões e representam a maior injeção de crédito no setor aéreo brasileiro desde os pacotes emergenciais do período da pandemia.
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