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Diário de Notícias

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Brasil caminha para receber 10 milhões de turistas estrangeiros em 2026 e um dos motivos é ser um "país pacífico"

O turismo brasileiro está vivendo o melhor momento da sua história. Entre janeiro e março de 2026, o país recebeu 3,74 milhões de visitantes estrangeiros, um salto de quase 20% em comparação ao mesmo período de 2025, batendo todos os recordes da série histórica. Só em março, mais de 1 milhão de turistas internacionais desembarcaram por aqui — algo inédito para o mês.

O dado mais curioso por trás desse boom? Não é apenas mérito de campanhas publicitárias ou promoções de viagens. Há um fator geopolítico pesando a favor do Brasil: conflitos no Oriente Médio, com impactos sobre rotas aéreas e operações de companhias da região, e a continuidade da guerra na Ucrânia têm redirecionado fluxos turísticos globais. Em resumo, o mundo está mais instável, e o Brasil passou a ser visto como um destino que combina diversidade, custo acessível e, sobretudo, paz.

Após o recorde histórico de 9,2 milhões de turistas estrangeiros em 2025, a Embratur projeta uma alta de 9,5% para este ano, o que colocaria o Brasil acima da marca de 10 milhões de visitantes internacionais pela primeira vez.

E o dinheiro está entrando junto. O turismo internacional movimentou 3,2 bilhões de dólares na economia brasileira só no primeiro trimestre, um crescimento de quase 12% em relação ao mesmo período do ano passado. O gasto médio diário de cada turista estrangeiro gira em torno de 414 dólares.

No Salão do Turismo, realizado este mês em Fortaleza pela primeira vez no Nordeste, surgiram curiosidades gastronômicas dos destinos brasileiros que chamaram atenção dos visitantes. No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão — que na culinária local ganhou coco e virou sobremesa típica. Já o Amapá trouxe a "culinária do meio do mundo", com sobremesas de cumaru, conhecido como a "baunilha da Amazônia", além de pratos com tucupi negro e castanha-do-brasil.

Outro dado que chama atenção é o impacto no emprego. Em apenas um ano, o setor criou mais de 86 mil postos de trabalho com carteira assinada, totalizando quase 2,5 milhões de trabalhadores formais no turismo brasileiro.

Um protocolo de intenções também foi assinado com as companhias Azul, Gol e Latam para retomar o programa "Conheça o Brasil: Voando", uma estratégia para estimular o turismo interno e valorizar destinos emergentes pelo país.

O cenário é claro: enquanto o mundo se fragmenta em tensões e conflitos, o Brasil se posiciona como aquele destino que mistura natureza exuberante, cultura rica, comida de dar água na boca — e, acima de tudo, tranquilidade.

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