O Brasil confirmou quatro casos humanos de febre do Nilo Ocidental em 2026, segundo informações das autoridades de saúde. Dois registros ocorreram em Santa Catarina e outros dois em São Paulo. Uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no litoral catarinense, morreu após apresentar complicações neurológicas associadas à infecção.
A doença é causada pelo vírus do Nilo Ocidental e transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. O ciclo de transmissão começa quando os insetos picam aves infectadas e passam a carregar o vírus. Humanos e cavalos podem ser contaminados acidentalmente, mas não são considerados fontes habituais de transmissão.
Cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Nos casos sintomáticos, as manifestações mais comuns incluem febre, dor de cabeça, mal-estar, dores musculares, náuseas, vômitos e manchas na pele. Uma pequena parcela dos pacientes pode desenvolver quadros neurológicos graves, como meningite, encefalite e paralisia flácida aguda.
Em Santa Catarina, além da morte registrada em Imbituba, um homem de 56 anos, morador de Caçador, foi diagnosticado, recebeu atendimento e teve alta. Em São Paulo, uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, já se recuperou, enquanto uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, permanece internada. Os locais prováveis de infecção continuam sob investigação.
Não existe vacina ou medicamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental no Brasil. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e, nos casos graves, pode exigir hospitalização, reposição de líquidos, assistência respiratória e acompanhamento em unidade de terapia intensiva.
O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes, roupas que protejam braços e pernas e telas em portas e janelas, especialmente ao amanhecer e ao entardecer. Também é importante eliminar recipientes com água parada, melhorar as condições de saneamento e evitar o contato direto com aves ou outros animais encontrados mortos.
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