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BYD avança no exterior e impulsiona lucro trimestral apesar de receita menor

O lucro líquido da BYD se recuperou no segundo trimestre, apesar de uma leve queda na receita, sinalizando que a maior vendedora de veículos elétricos do mundo pode estar virando a página com a ajuda da rápida expansão no exterior.

A principal montadora chinesa tem buscado deixar para trás a fraqueza das vendas domésticas após uma guerra de preços intensa e a desaceleração da demanda no maior mercado automotivo do mundo. As exportações vêm ganhando peso no volume total vendido, à medida que a empresa aposta no crescimento fora da China - especialmente na Europa e na América Latina - para sustentar sua próxima fase de expansão.

A companhia, sediada em Shenzhen, informou nesta sexta-feira que o lucro líquido do primeiro semestre de 2026 caiu 21% ante um ano antes, para 12,33 bilhões de yuans (US$ 1,83 bilhão). A receita recuou 7,1%, para 344,82 bilhões de yuans.

Pelos cálculos do The Wall Street Journal, isso implica lucro líquido de 8,25 bilhões de yuans no segundo trimestre, alta de 30% em relação ao mesmo período de 2025, após a empresa registrar 4,08 bilhões de yuans no primeiro trimestre.

A receita do segundo trimestre somou 194,59 bilhões de yuans, queda de 3,2% na comparação anual, após 150,23 bilhões de yuans nos três meses anteriores.

Os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. Analistas previam lucro líquido de 8,99 bilhões de yuans sobre receita de 216,55 bilhões de yuans no trimestre encerrado em junho, segundo consenso compilado pela Visible Alpha.

Os resultados reforçam a mudança do motor de crescimento da BYD para o exterior, onde a empresa tem encontrado expansão mais rápida e margens maiores. A margem bruta ficou em 18,85% no primeiro semestre, acima de 18,01% um ano antes.

Na China, a BYD segue enfrentando pressão, com demanda mais fraca e competição acirrada forçando cortes de preços para defender participação de mercado. Apesar do portfólio amplo, em várias faixas de preço, tem sido cada vez mais difícil transformar volumes elevados em uma recuperação sustentada da rentabilidade doméstica.

Já fora da China, o quadro é mais favorável. A BYD vem ampliando sua presença na Europa e na América Latina e avalia produzir localmente, na tentativa de construir uma operação global mais resiliente. Austrália, Reino Unido e Brasil também têm se consolidado como mercados relevantes para a montadora.

Além da expansão internacional, analistas apontam atualizações tecnológicas e lançamentos de modelos como vetores importantes para os resultados do segundo semestre. A empresa, porém, está abaixo do ritmo necessário para atingir a meta divulgada de 5 milhões a 5,5 milhões de unidades vendidas em 2026, tendo comercializado 2,23 milhões de veículos até julho.

De qualquer forma, as ações da BYD listadas em Hong Kong se recuperaram da mínima de junho e acumulam alta de 27% neste trimestre, com exportações robustas ajudando a aliviar as preocupações com a fraqueza das vendas domésticas. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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