0

Diário de Notícias

DN.

Cazuza será o grande homenageado do Prêmio da Música Brasileira 2026 e a lista de indicados é um retrato impressionante do Brasil musical de hoje

A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira está marcada para o dia 10 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e o grande homenageado será Cazuza — o poeta do rock brasileiro que morreu em 1990, aos 32 anos, mas cuja obra parece cada vez mais atual quase quatro décadas depois.

O evento terá transmissão ao vivo pelo YouTube e reunirá artistas de diferentes gêneros e gerações para interpretar, em versões inéditas, canções como "Exagerado", "O Tempo Não Para", "Codinome Beija-Flor" e "Brasil". Imagine uma noite em que sertanejo, MPB, rap, pagode e rock se encontram no palco para revisitar um único artista — essa é a proposta.

A escolha de Cazuza foi aprovada por unanimidade pelo Conselho do Prêmio, formado por nomes como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zélia Duncan e Karol Conká. O detalhe mais emocionante: o anúncio foi feito à mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, por meio de um telefonema conjunto de todos os conselheiros.

A cerimônia será apresentada pelas atrizes Debora Bloch e Alice Wegmann, com direção musical de Pretinho da Serrinha. No evento de anúncio dos indicados, apresentado por Fábio Porchat, artistas como Ney Matogrosso, Almério e Zé Ibarra já revisitaram a obra de Cazuza, dando uma prévia do que esperar na noite de gala.

O que torna essa edição especialmente curiosa é a diversidade absurda dos indicados às 18 categorias: na mesma lista estão João Gomes, Marisa Monte, Ana Castela, Djavan, Emicida, BK', Chitãozinho & Xororó, Alcione, Marina Sena, Péricles, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Xande de Pilares, Fresno, Terno Rei e Geraldo Azevedo. É como se a premiação dissesse: o Brasil musical de 2026 é um lugar onde o forró de João Gomes e o jazz sofisticado de Djavan cabem na mesma conversa — e Cazuza, lá atrás, já entendia isso.

O criador do prêmio, Zé Mauricio Machline, resumiu o espírito da homenagem: "Celebrar Cazuza é celebrar a coragem, a liberdade e a potência de uma obra que segue viva e necessária. Sua música e sua poesia atravessaram gerações e continuam a ecoar nas vozes e nos sentimentos de milhões de brasileiros."

0 Comentário(s)

Faça login para comentar.