Celebrado nesta quinta-feira, 16 de julho, o Dia do Comerciante destaca a importância de um dos setores mais presentes na rotina dos brasileiros e com maior capacidade de geração de negócios e postos de trabalho no país. A data chega após o comércio varejista encerrar 2025 com crescimento, embora em ritmo mais moderado do que o registrado no ano anterior.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do varejo brasileiro avançou 1,6% em 2025 na comparação com 2024. Em dezembro, último mês do ano, as vendas ficaram 2,3% acima das registradas no mesmo período do ano anterior, apesar de uma retração de 0,4% na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais.
O resultado manteve o setor no campo positivo, mas representou uma desaceleração diante do crescimento de 4,1% apurado em 2024. Segundo o IBGE, a alta de 2025 ficou próxima dos resultados observados em anos anteriores, como 1,7% em 2023, 1% em 2022 e 1,4% em 2021.
Os números mostram que o comércio conseguiu preservar uma trajetória de expansão mesmo diante de um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais caro e maior cautela das famílias. A combinação desses fatores afetou principalmente a compra de produtos de maior valor, enquanto segmentos ligados a itens essenciais apresentaram maior capacidade de sustentação ao longo do ano.
No varejo alimentar, por exemplo, levantamento da empresa de inteligência de mercado Scanntech apontou faturamento estimado em R$ 1,4 trilhão em 2025, crescimento nominal de 6,7% em relação a 2024. Descontada a inflação, a expansão do segmento foi estimada em 2,3%.
O Dia do Comerciante é celebrado anualmente em 16 de julho e foi instituído pela Lei nº 2.048, de 26 de outubro de 1953. A escolha homenageia o nascimento de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, em 16 de julho de 1756. Economista, jurista e político baiano, ele é considerado o patrono do comércio brasileiro por sua atuação em defesa da abertura dos portos do Brasil às nações amigas, ocorrida em 1808.
Mais de sete décadas após a criação da data comemorativa, o comerciante atua em um mercado profundamente transformado pela digitalização, pelas vendas realizadas por redes sociais, pelo comércio eletrônico e por novas formas de pagamento. Ao mesmo tempo, lojas físicas, supermercados, pequenos estabelecimentos e negócios familiares continuam exercendo papel decisivo na circulação de renda e no abastecimento das cidades. Para os comerciantes, o desafio permanece concentrado na adaptação ao comportamento do consumidor e na gestão dos custos em um cenário de crescimento mais moderado.
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