O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira, 22, que a economia brasileira segue em um bom compasso. "A situação da economia brasileira é, sem dúvida nenhuma, uma das melhores do mundo, tanto do ponto de vista do resultado fiscal, quanto do ponto de vista de como a gente está enfrentando esse momento da economia global", afirmou ele no início da entrevista coletiva de apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do segundo bimestre.
Segundo Durigan, as medidas do governo para mitigar os impactos da guerra no Irã são adotadas "com altivez e usando mecanismos com responsabilidade fiscal".
"Sem dúvida nenhuma caminhamos em uma boa direção para entregar uma gestão orçamentária cada vez mais sólida, cada vez mais transparente e uma execução orçamentária também bastante rigorosa e com transparência", completou ele.
Impostos
O ministro da Fazenda afirmou ainda que quem tem faturamento paga a sua parte e quem ganha salário paga menos imposto em um cenário econômico crescente. Ao responder um questionamento sobre o patamar da receita estar alto, em 21% do PIB, o ministro afirmou que o governo fez um trabalho de recomposição de arrecadação seguindo o principio da justiça tributária.
"Quem tem capacidade econômica, quem tem faturamento, quem tem lucro, em uma economia que cresce e está saudável, paga a sua cota à parte. E quem recebe salário, quem tem menos recursos, paga menos. Então, a verdade é que as pessoas pagam menos. E a base tributária do país, a base fiscal, foi recomposta", afirmou Durigan.
O governo reviu para cima a projeção de despesas com o BPC e a Previdência em R$ 14,1 bilhões e R$ 11,5 bilhões respectivamente. Essa alta nas despesas obrigatórias levou a um anúncio de bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões, chegando a um bloqueio total de R$ 23,7 bilhões.
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