A economia da zona do euro superou a incerteza sobre as consequências do conflito no Oriente Médio para ultrapassar sua contraparte dos EUA durante o segundo trimestre.
A economia cresceu 1,8% em termos anualizados, superando o crescimento nos EUA, que foi de 1,5% no período. Apesar das contínuas interrupções na cadeia de suprimentos e dos preços mais altos da energia, impulsionados pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, as economias da zona do euro provaram ser mais resilientes do que muitos economistas acreditavam.
Choques econômicos repetidos, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia até as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, deixaram o sentimento econômico e a atividade em níveis historicamente baixos recentemente.
"O crescimento contínuo e constante da economia da zona do euro no segundo trimestre mostra que as famílias e empresas não reduziram muito seus gastos devido à guerra", diz o economista-chefe para a Europa na Capital Economics, Andrew Kenningham.
Houve sinais de que a economia europeia está sendo impulsionada por serviços relacionados à inteligência artificial (IA). A Irlanda abriga as sedes internacionais de várias grandes empresas de tecnologia dos EUA, e seu salto no segundo trimestre foi impulsionado pelo setor de informação e comunicações.
A economia alemã cresceu 0,2% nos três meses até junho, em comparação com um crescimento revisado para cima de 0,4% no primeiro trimestre. A economia francesa cresceu 0,2%, recuperando-se de uma contração de 0,1% no primeiro trimestre, enquanto a da Espanha cresceu 0,7%, acima dos 0,6%.
Ainda assim, o crescimento na zona do euro permanece em terreno instável. Embora as tensões no Oriente Médio tenham diminuído em junho, um colapso nas negociações e a escalada dos ataques neste mês ameaçam pesar ainda mais na economia no futuro. O crescimento também enfrenta um arrasto significativo devido aos incêndios florestais, já que uma onda de calor recorde continua a se espalhar. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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