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Diário de Notícias

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Estudantes brasileiros criam soluções para problemas socioambientais na Amazônia

Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão transformando problemas antigos da Amazônia em projetos de engenharia de baixo custo. Reunidos na equipe Enactus UFPA, eles desenvolveram iniciativas voltadas a comunidades ribeirinhas e quilombolas que convivem com a falta de infraestrutura básica, mesmo cercadas por abundância natural.

Um dos projetos, batizado de Biolume, propõe postes de iluminação movidos a energia solar, totalmente autônomos e independentes da rede elétrica convencional. A solução mira uma carência estrutural: mais de 5 milhões de amazônidas ainda não têm acesso a energia de qualidade, concentrados justamente nas localidades mais distantes dos centros urbanos, onde a extensão da rede é cara e logisticamente complexa.

O segundo projeto, chamado Guajará, ataca o paradoxo da água. Famílias que vivem às margens dos rios frequentemente não dispõem de água segura para beber. A proposta é uma tecnologia de ultrafiltração capaz de eliminar contaminantes e microrganismos, entregando água potável sem depender de estruturas de tratamento de grande porte.

Segundo Vitória Dutra, presidente da equipe Enactus UFPA, o trabalho parte da escuta das próprias comunidades para desenhar soluções aplicáveis à realidade local. A aposta dos estudantes é que tecnologias simples, replicáveis e sustentáveis tenham mais chance de permanecer funcionando do que grandes obras difíceis de manter em áreas remotas.

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