Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (5) que já atuam para estabilizar a navegação no Estreito de Ormuz por meio do "Projeto Liberdade", uma missão temporária e distinta de outras operações militares na região, enquanto cobram maior engajamento internacional. As declarações foram feitas pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, em coletiva no Pentágono.
Segundo Hegseth, a iniciativa é uma missão temporária e separada da Operação Fúria Épica. Ele ressaltou que Washington "não está procurando uma luta com o Irã", mas busca garantir a liberdade de navegação em meio ao aumento das tensões. "Os EUA estão estabilizando a situação, mas esperam que o mundo também se mobilize", disse.
O secretário acusou Teerã de "assediar navios por tempo demais" na região e reafirmou que o país persa "não controla o Estreito de Ormuz". Hegseth acrescentou que a operação não exigirá a entrada de forças americanas em território, espaço aéreo ou águas iranianas. "Centenas de navios estão se alinhando para transitar pelo estreito", disse, destacando ainda que o bloqueio marítimo dos EUA a portos iranianos segue em vigor.
Caine, por sua vez, detalhou o cenário de segurança, afirmando que o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres desde o anúncio de cessar-fogo. Segundo ele, 22,5 mil marinheiros permanecem retidos no Golfo sem conseguir transitar.
"O Irã continua a atacar seus vizinhos", disse o general, acrescentando que as ações até agora ficaram abaixo do limiar de uma retomada de combate em larga escala. Ainda assim, Caine enfatizou que navios comerciais "sentirão o poder de combate dos EUA no mar e nos céus" e que as forças americanas seguem prontas para retomar operações militares mais amplas caso seja necessário.
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