O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse nesta segunda-feira (6) que a entidade espera ao menos conseguir aumentar o número de produtos brasileiros isentos de tarifas americanas por meio das audiências públicas marcadas para tratar sobre o tema nesta semana.
"Se conseguirmos fugir de eventuais impactos ou efeitos da geopolítica sobre essa decisão, que a gente consiga contornar", disse Alban a jornalistas na saída do Ministério da Fazenda, em Brasília. "Mesmo assim, na pior das hipóteses, que é a implementação das tarifas no dia 15, a gente aumenta substancialmente as exceções."
Juntas, duas investigações abertas - uma sobre práticas comerciais do Brasil, outra sobre trabalho forçado em geral mas incluindo o País - podem resultar em tarifas adicionais de 37,5% sobre produtos brasileiros. A CNI estima que 4.187 tipos de bens vendidos pelo Brasil aos EUA podem ser tarifados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.
Alban classificou as tarifas adicionais como "exagero" e avaliou que o déficit comercial do Brasil com os EUA deve viabilizar uma reversão das tarifas. "Nós temos que manter o diálogo, temos que esperar que o governo possa manter o diálogo dentro dessa lógica técnica, sabendo que toda uma geopolítica está envolvida", disse.
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