Continue lendo o artigo abaixo...
O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o grupo português Mota-Engil assinaram, nesta quarta-feira, 28, o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá. Com previsão de quase R$ 7 bilhões em investimentos, o projeto centenário foi leiloado em setembro de 2025.
O cronograma prevê a conclusão das obras e o início da operação do primeiro túnel submerso do País em 2031. Os próximos passos após a assinatura incluem a definição da área destinada à doca de fabricação dos módulos de concreto. O início da produção está previsto para 2027, com a montagem da estrutura imersa até 2030.
"Em 2031, o primeiro túnel imerso do Brasil estará pronto e será a principal conexão entre 2 milhões de pessoas, novas oportunidades e o futuro da Baixada Santista", disse o governador de São Paulo, por meio de nota.
A construção será feita por meio de módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário, como já realizado antes na Europa e na Ásia. Só depois os módulos serão afundados, encaixados e cobertos por uma camada de pedras.
O projeto prevê a construção de um túnel de 870 metros sob o canal portuário, com três faixas por sentido, passagem para pedestres e ciclistas e galeria de serviços. O contrato, com prazo de 30 anos, inclui também as etapas de operação e manutenção da infraestrutura.
A expectativa é que o tempo de travessia entre Santos e Guarujá caia para até cinco minutos após a construção do túnel, Atualmente, a ligação rodoviária entre as duas cidades tem 40 quilômetros de extensão, com tempo de viagem em torno de uma hora.
Mota-Engil
A Mota-Engil arrematou a PPP do túnel após desbancar a espanhola Acciona em leilão na B3 em setembro do ano passado. A China Communications Construction Company (CCCC) detém uma fatia de cerca de 32% da companhia portuguesa.
Diante da particularidade técnica, esse é considerado um dos empreendimentos mais complexos de infraestrutura desde a Ponte Rio-Niterói, finalizada na década de 1970. A Mota-Engil e a CCCC possuem experiências em obras de infraestrutura de grande porte ao redor do mundo.
No entanto, durante duas décadas de atuação, a portuguesa esteve envolvida em investigações por corrupção, como acusações no Malauí de que foram pagas propinas ao ex-presidente entre 2010 e 2011.
Em seu país-sede, enfrentou processos fiscais que resultaram em pagamento de cerca de 6,1 milhões de euros para evitar acusações de fraude. Também foi alvo de investigações em Peru e Argentina, relacionadas a possíveis contratos ilícitos.
Seja o primeiro a comentar!