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Haddad: economia é necessária, mas não suficiente, para ganhar eleição; vide Biden nos EUA

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 19, que a economia é necessária, mas não será suficiente para ganhar eleições. Ele comparou ainda com o cenário do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que perdeu para o atual presidente dos EUA, Donald Trump, com uma economia melhor que na época em que venceu. A declaração foi concedida em entrevista ao vivo ao portal UOL, em São Paulo.

"Eu não disse que a economia não é importante, eu disse que ela é uma condição necessária, mas eventualmente não suficiente para ganhar a eleição. O Biden perdeu a eleição com a economia melhor do que na época do Trump, do Trump 1", afirmou o ministro.

Haddad declarou que o Brasil recuperou o poder de compra do salário mínimo, analogamente ao que foi feito no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, a reforma tributária vai baratear o preço dos alimentos.

O ministro analisou que a economia perdeu espaço entre as preocupações do brasileiro e que ela não irá derrotar e nem eleger o governo nas eleições.

Para ele, o mundo vive uma fase de extrema direita no mundo e que este cenário deixa pessoas mais suscetíveis a notícia do dia.

Futuro político

O ministro da Fazenda disse nesta ainda que começou a discutir com o presidente Lula na semana passada sobre o futuro político em 2026.

Reiterou que já afirmou, em todas as ocasiões, que não pretende se candidatar, mas que chegará a um consenso sobre o tema com Lula.

Haddad disse que levou suas colocações, ouviu as do presidente, mas que não está pensando em cargos atualmente, querendo um tempo para discutir o projeto de país. "Eu tenho ouvido o presidente Lula e, obviamente, começamos a semana passada a conversar sobre isso. Nós não concluímos nada nessa primeira conversa, ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus, muito respeitosamente, de parte a parte. E nós vamos chegar a algum consenso logo mais", afirmou.

E completou: "Eu estou querendo um tempo para discutir um pouco o país, o projeto de país, o que vai ser do Brasil nesse contexto internacional, quais são as formas de nos inserir nesse quadro tão dramático que nós estamos vivendo, tão desafiador, tanto interna quanto externamente. Eu estava querendo esse tempo para mergulhar um pouco nessas temáticas."

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