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Diário de Notícias

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Hantavírus acende alerta para doença grave transmitida por roedores silvestres no Brasil

O hantavírus voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde após novos alertas sobre os riscos da doença, considerada rara, mas potencialmente grave. Transmitido principalmente por roedores silvestres, o vírus pode provocar complicações respiratórias severas e evoluir rapidamente para quadros críticos, especialmente quando o diagnóstico não acontece nos primeiros dias dos sintomas.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina e saliva de ratos silvestres infectados. Ambientes fechados, pouco ventilados e com acúmulo de poeira representam um dos maiores riscos. A limpeza inadequada de galpões, depósitos, sítios, casas fechadas e locais abandonados também pode facilitar a contaminação.

Os sintomas iniciais costumam ser confundidos com doenças respiratórias comuns ou até com uma gripe forte. Febre, dores no corpo, dor de cabeça, tontura, náuseas e vômitos estão entre os primeiros sinais. No entanto, a doença pode avançar rapidamente para falta de ar intensa, comprometimento cardíaco e pulmonar, queda de pressão arterial e insuficiência renal. Em casos graves, o hantavírus pode provocar insuficiência respiratória aguda e choque, exigindo internação imediata.

Apesar de não existir tratamento específico contra o vírus, médicos alertam que o atendimento rápido aumenta significativamente as chances de recuperação. A prevenção segue como a principal arma contra a doença. Especialistas recomendam manter ambientes limpos e ventilados, armazenar alimentos corretamente, evitar contato com roedores e nunca varrer locais fechados a seco. O ideal é umedecer o ambiente antes da limpeza e utilizar luvas e máscara durante o processo.

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