A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida principalmente pela picada do mosquito-palha infectado. Considerada uma zoonose, a enfermidade pode atingir tanto animais quanto seres humanos, sendo os cães os principais reservatórios do parasita em áreas urbanas.
A transmissão ocorre quando o inseto pica um animal contaminado e, posteriormente, transmite o parasita para outros animais ou pessoas. Apesar da relação da doença com os cães, especialistas reforçam que o contato direto com o animal não transmite a leishmaniose. A infecção depende da presença do mosquito vetor.
Nos humanos, os sintomas podem variar conforme o tipo da doença. Entre os sinais mais comuns estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza e aumento do baço. Em casos mais graves, especialmente na forma visceral, a doença pode comprometer órgãos internos e representar risco à vida quando não recebe diagnóstico e tratamento adequados.
Já nos cães, os principais sintomas incluem emagrecimento, vômitos, fraqueza, queda de pelos, crescimento anormal das unhas e feridas, principalmente na região do focinho, orelhas e patas. Muitos animais podem permanecer infectados por um período sem apresentar sinais evidentes, tornando o acompanhamento veterinário essencial.
A prevenção é considerada a principal estratégia contra a leishmaniose. Manter quintais e áreas externas limpas, evitar o acúmulo de matéria orgânica, utilizar produtos veterinários repelentes contra o mosquito-palha e realizar consultas periódicas são medidas importantes. A vacinação dos cães, quando indicada por um veterinário, também pode ajudar na proteção dos animais.
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