Lionel Messi anunciou na segunda-feira (31) o encerramento de sua trajetória pela seleção argentina. O comunicado veio em forma de carta publicada em suas redes sociais, pouco mais de um mês depois da derrota da Albiceleste para a Espanha na final da Copa do Mundo. "Depois desse tempo que passou desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me aposento da seleção", escreveu o camisa 10, que agradeceu aos torcedores e classificou a decisão como a mais difícil de sua carreira.
Aos 39 anos, Messi deixa a Argentina com números que dificilmente serão alcançados. São mais de duas décadas de convocações desde a estreia em 2005, 125 gols marcados — recorde absoluto do país — e quatro títulos com a camisa nacional: a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022 contra a Itália, a Copa do Mundo do Catar em 2022 e a Copa América de 2024. Foi justamente a conquista no Catar que encerrou o debate mais longo de sua carreira, ao lhe dar o troféu que faltava para consolidar o lugar entre os maiores de todos os tempos.
A despedida tem contornos particularmente amargos porque veio depois de uma final perdida, situação que já havia marcado a fase inicial de sua história pela seleção, com as decisões de 2014, 2015 e 2016. À época, o jogador chegou a anunciar a aposentadoria após a derrota na Copa América Centenário, decisão revertida semanas depois. Desta vez, o anúncio ocorre já sem margem de ciclo seguinte e em um momento pessoal delicado, marcado pela morte recente de seu pai, Jorge Messi, que também foi seu empresário ao longo de toda a carreira.
O argentino segue em atividade nos clubes. Ele tem contrato com o Inter Miami, da Major League Soccer, até 2028, e concentrará nele o restante da carreira. Na Argentina, dirigentes e ex-companheiros passaram a discutir a realização de um jogo de despedida em Buenos Aires, formato que a federação já adotou em ocasiões anteriores para encerrar trajetórias de ídolos, embora nenhuma data tenha sido definida até o momento.
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