A presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Lorie Logan, afirmou que a próxima alteração da taxa de juros pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) pode ser tanto um aumento quanto um corte nos juros, em comunicado para justificar a dissidência da linguagem utilizada na decisão de abril. Para ela, a perspectiva econômica é altamente incerta.
"Quando o FOMC fornece orientações futuras sobre a provável trajetória das taxas de juros, como na recente declaração, essas orientações são uma importante ferramenta de política monetária", defendeu. "Elas influenciam as condições financeiras e a economia, e afetam o alcance das metas de pleno emprego e estabilidade de preços", acrescentou.
Logan ainda ponderou que famílias e empresas dependem das orientações do Fed para fazer planos futuros e, quando essas sinalizações são fornecidas, é importante que elas reflitam a perspectiva da política monetária. Na avaliação da dirigente, porém, diante dos riscos ambivalentes para a política monetária, o BC americano não deveria fornecer orientações futuras que impliquem uma tendência a cortes nas taxas de juros neste momento.
Logan ressaltou que está cada vez mais preocupada com o tempo que levará para a inflação retornar à meta de 2%, já que está acima do objetivo há mais de cinco anos. "O conflito no Oriente Médio aumenta a possibilidade de interrupções prolongadas ou repetidas no fornecimento, o que poderia gerar novas pressões inflacionárias", disse. Ao mesmo tempo, Logan avaliou que o mercado de trabalho tem se mantido estável, com baixo desemprego e a criação de novos empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.
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