O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta terça-feira, 16, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para tratar do banimento da carne brasileira no bloco. Membros do governo descartam encontro com Donald Trump para tratar do tarifaço sugerido pela Casa Branca ao país no começo do mês. Para eles, mesmo que ocorra uma troca rápida de corredores ou num jantar entre os dois, é impossível tratar de um tema tão complexo.
O petista chegou a Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, onde ocorre a cúpula do G7 nesta segunda, e havia a especulação de que uma reunião com Trump seria a razão para a viagem relâmpago. Lula foi convidado pela presidência francesa em fevereiro, mas só aceitou o convite no início deste mês, quando os Estados Unidos indicaram que poderiam impor novo tarifaço ao Brasil pelo que Washington chamou de "práticas econômicas desleais".
Membros do governo, porém, ressaltam que nunca houve a tentativa de organizar uma nova bilateral entre os presidentes, que se reuniram em maio na Casa Branca. Nem a delegação americana procurou a brasileira, nem a brasileira procurou a americana para isso, ressaltam.
Uma probabilidade para o G7 seria o que se chama de "encontro de corredores" quando os líderes rapidamente se cruzam e trocam uma palavras, semelhante ao que ocorreu na Assembleia Geral da ONU ano passado. Assessores de Lula, contudo, argumentam que não é possível tratar um tema tão delicado como tarifaço em poucas palavras.
Carne na pauta com a União Europeia
Já com Von der Leyen o encontro bilateral está previsto para esta terça, assim como a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Com a europeia, o banimento da carne bovina brasileira dos países do bloco será o assunto que mais atrai atenção. Mas membros do governo ressaltam que haverá outros temas na agenda.
Nesta segunda, o presidente se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra, e o anfitrião do G7, Emmanuel Macron. Em Genebra, os presidentes trataram do comércio bilateral e comprometeram-se a trabalhar pela diversificação da pauta de exportações entre os dois países, informou o Planalto.
Um dos temas discutidos foi o acordo Mercosul-EFTA, que envolve, além da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein. Para o Planalto, o acordo representa uma oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo.
A cúpula de líderes ocorre no mesmo hotel e a circulação de jornalistas é limitada. A cidade de Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, está praticamente sitiada pelo esquema de segurança.
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