A Meta, empresa de Mark Zuckerberg, anunciou ontem (27 de maio) — e o mundo está digerindo a novidade hoje — algo que muita gente achava que nunca aconteceria: planos de assinatura pagos para suas três principais plataformas. A diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit, revelou o lançamento global do Facebook Plus, Instagram Plus e WhatsApp Plus em um vídeo publicado em sua conta do Instagram.
O Facebook Plus e o Instagram Plus custarão US$ 3,99 por mês, enquanto o WhatsApp Plus sairá por US$ 2,99 mensais. A versão gratuita de todos os apps continua existindo normalmente — os planos são opcionais.
Mas o que exatamente você ganha pagando? No Facebook Plus, suas histórias passam a durar 48 horas em vez de 24, você pode enviar reações animadas em forma de coração nos stories dos amigos e ver quantas vezes as pessoas visualizaram suas histórias de perfil. No Instagram Plus, o recurso mais curioso é poder visualizar o story de outra pessoa sem que ela saiba que você viu. Já no WhatsApp Plus, o foco é mais funcional: stickers premium e a possibilidade de fixar até 20 conversas adicionais.
Mas a jogada vai mais longe. Todos os planos Plus terão acesso total aos chatbots da Meta AI, e quem usar repetidamente a versão gratuita da IA vai esbarrar num limite de uso. E a Meta também apresentou dois planos focados em inteligência artificial: o Meta One Plus, por US$ 8 ao mês, com geração otimizada de imagens e vídeos via IA, e o Meta One Premium, por US$ 19,99, com uso ainda mais amplo. Para empresas e criadores de conteúdo, há ainda o Meta One Essential (US$ 14,99) e o Meta One Advanced (US$ 49,99), que inclui suporte técnico personalizado.
A decisão chega num momento em que a Meta enfrenta o escrutínio de investidores por seus enormes gastos em IA — a empresa projetou gastos de capital entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões neste ano, principalmente para centros de dados voltados à inteligência artificial. As ações da Meta subiram quase 3% após o anúncio.
O que chama atenção é a ironia da história: lá em 2013, o WhatsApp chegou a cobrar uma tarifa anual de menos de um dólar para usar o app, mas abandonou o modelo após ser comprado pela Meta. Agora, mais de uma década depois, a cobrança volta — só que dessa vez, como parte de uma estratégia muito maior para transformar bilhões de usuários em assinantes e financiar a corrida global pela inteligência artificial.
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