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Mobilidade do futuro deve gerar renda e transformar logística urbana, avaliam especialistas

Do carro elétrico ao voador, a evolução da mobilidade vai transformar a logística urbana enquanto gera emprego e renda. Esse movimento depende de inovações empresariais e incentivos governamentais, analisa Fernando Pfeiffer, CBO da consultoria Bright Consulting. "Marcos regulatórios e parcerias público-privadas são essenciais", afirma.

O executivo participou do painel Mobilidade do Futuro: Emprego, Renda e a Nova Economia Urbana nesta quinta-feira, 14, no São Paulo Innovation Week, festival de tecnologia e inovação realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.

O painel, mediado por Rodrigo Damiano, sócio da PwC, propôs uma conversa sobre como mudanças na mobilidade, eletrificação e a nova logística urbana impactam emprego, renda e produtividade. "A grande inovação do carro elétrico é o ecossistema que ele mobiliza. Seja com energia, infraestrutura, financiamento. Abre um leque de oportunidades", afirma Pfeiffer.

"Porém não adianta você trazer o grid se o consumidor não conseguir carregar no prédio dele", comenta, ao apontar a necessidade de conexão entre poder público e privado nessa jornada. "É importante se apropriar das possibilidades, pois isso vai gerar renda", complementa.

A leitura é reforçada por Larissa Maraccini, VP de pessoas, marketing, comunicação e ESG da Eve Air Mobility, subsidiária brasileira da Embraer que produz aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. "Esse novo setor (de mobilidade urbana) tem capacidade de gerar impacto em toda a cadeia."

"Desde a formação de pessoas, com o desenvolvimento de competências, até a parte de suprimentos, softwares, gestão de dados, serviços e suporte", enumera a executiva. "Ao trabalhar um produto assim, de baixa emissão e ruído, estamos tentando sanar problemas que existem na sociedade", observa.

Características brasileiras

Os especialistas acreditam que o Brasil possui especificidades que garantem um ambiente mais prolífico para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia. "É aterrorizante pensar que a gente está perdendo postos de trabalho para a China, ao passo que criamos uma tempestade perfeita para os chineses nos últimos anos", comenta Pfeiffer.

Para ele, a maior vantagem competitiva do País é a diversidade. "Em grandes cidades, os veículos elétricos são a melhor opção; para as estradas, os veículos híbridos atendem; e para as cidades menores, sem infraestrutura, talvez o etanol seja o melhor caminho para a descarbonização", diz. "A China não tem isso."

SPIW

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

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