O CEO da Nvidia, Jensen Huang, fez uma declaração bombástica hoje que sacudiu o mundo da tecnologia: a empresa "praticamente concedeu" o mercado de chips de inteligência artificial da China para a Huawei, enquanto as restrições de exportação dos EUA continuam redesenhando o cenário global de semicondutores para IA.
E o número é de impressionar. A Nvidia, que já controlava mais de 90% do mercado de chips de IA da China, agora está em zero por cento. Nas palavras do próprio Huang: "A Nvidia tinha, digamos, mais de 90% de participação no mercado mundial. Hoje, na China, caímos para zero."
Como isso aconteceu? O governo Trump determinou em abril que a Nvidia precisaria de uma licença para exportar chips para a China e outros países selecionados, bloqueando efetivamente as vendas. Os chips H200, que algumas empresas chinesas como Alibaba e Tencent haviam recebido autorização para comprar, são mais de seis vezes mais poderosos do que os chips de IA americanos anteriormente permitidos na China.
Enquanto isso, a Huawei aproveitou o vácuo. Huang reconheceu que a Huawei é "muito, muito forte" na China e que as empresas locais de chips estão indo bem justamente porque a Nvidia saiu do mercado.
O curioso é que, mesmo com essa perda gigantesca, a Nvidia não está passando mal financeiramente: a empresa reportou um trimestre forte com receita subindo 85% e lançou um programa de recompra de ações de 80 bilhões de dólares.
Huang disse que ainda quer voltar à China, mas tem baixas expectativas de aprovação no curto prazo.
Em resumo: a maior guerra tecnológica do planeta está criando dois mundos paralelos de IA — um liderado pela Nvidia no Ocidente e outro pela Huawei na China. E o CEO da empresa mais valiosa de chips do mundo acabou de admitir isso publicamente.
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