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Diário de Notícias

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O chip do tamanho de um prato de jantar que enlouqueceu Wall Street e o que vem por aí

Na última quinta-feira (14 de maio), a empresa de chips de inteligência artificial Cerebras fez sua estreia na bolsa Nasdaq e protagonizou o que já é considerado o maior IPO de 2026 até agora. A empresa precificou suas ações a 185 dólares cada, buscando levantar 5,5 bilhões de dólares, com uma avaliação de cerca de 40 bilhões — sendo que apenas oito meses atrás, ela valia 8,1 bilhões.

E o mercado simplesmente pirou. No primeiro dia de negociação, as ações dispararam até 385 dólares, chegando a acionar o mecanismo de circuit breaker, e fecharam em alta de 68%, com uma capitalização de mercado superior a 67 bilhões de dólares.

O que torna a Cerebras tão especial? A empresa projeta chips de IA construídos em torno de seu Wafer Scale Engine, um processador do tamanho literal de um prato de jantar que concentra mais de 4 trilhões de transistores em uma única peça de silício. Enquanto a Nvidia domina o mercado de treinamento de modelos de IA, a Cerebras aposta na inferência — o poder computacional necessário para rodar modelos de IA já treinados, prometendo fazer isso de forma mais rápida e barata.

Mas o mais curioso é que esse IPO gigante pode ser só o aquecimento. A SpaceX de Elon Musk, que se fundiu com a xAI, já se prepara para divulgar seu prospecto de IPO possivelmente na próxima semana. A SpaceX mira uma avaliação de 1,75 trilhão de dólares e planeja levantar entre 50 e 75 bilhões, o que a tornaria o maior IPO da história, superando os 29,4 bilhões da Saudi Aramco em 2019. E logo atrás, OpenAI e Anthropic também preparam suas próprias aberturas de capital.

A receita da Cerebras saltou 76% no último ano, chegando a 510 milhões de dólares, e a empresa saiu de um prejuízo de 481 milhões para um lucro de 88 milhões.

O cenário é tão intenso que analistas já falam em um "tsunami de IPOs de IA" em 2026 — e a corrida entre essas gigantes por capital de investidores está até drenando dinheiro do mercado de criptomoedas, com o bitcoin caindo 12% no ano enquanto o capital migra para ações de semicondutores e inteligência artificial. 

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