Hoje, 14 de maio, estreia em exclusividade nos cinemas brasileiros um dos lançamentos nacionais mais aguardados do ano — e a história real por trás dele é de dar inveja a qualquer roteirista de Hollywood.
"O Rei da Internet" apresenta a história de Daniel Nascimento, um dos principais hackers do Brasil. Antes dos 17 anos, ele esteve envolvido em uma organização criminosa que movimentou milhões de reais com clonagens de cartões e lavagem de dinheiro.
O filme, ambientado entre 2003 e 2005, segue um modelo de ascensão e queda — no estilo de clássicos como "A Rede Social", "O Lobo de Wall Street" e "Prenda-me se for Capaz". Daniel é um jovem do interior do Paraná que sofre bullying e encontra na internet uma possibilidade de escape e ostentação. Quando ganha um computador da família, aproveita um curso de informática para estudar como se tornar um hacker, começando logo a cometer pequenos golpes. A situação muda quando ele entra em fóruns e é recrutado para um esquema criminoso milionário, clonando cartões e enriquecendo rapidamente — até mergulhar numa rotina de excessos que inclui sexo e drogas.
O toque curioso é o estilo narrativo: o longa aposta em montagens com imagens de arquivo e animações para explicar a realidade da época, narrado do ponto de vista do próprio Daniel, um personagem sarcástico que comenta tudo ao redor — e ainda usa metalinguagem para debochar de si mesmo e de suas próprias limitações.
Antes de chegar às salas brasileiras, o filme já havia estreado internacionalmente no Miami Film Festival, apresentando ao público estrangeiro esse relato inédito sobre os primórdios dos crimes digitais no Brasil — em uma época em que disquetes, fóruns e programas de invasão ainda eram novidade.
O protagonista João Guilherme resume bem o peso da história: "Tenho esperança de que a gente possa regulamentar as redes sociais e responsabilizar crimes na internet. Que a gente possa revelar o anonimato que está justificando atitudes que, na vida real, não são justificáveis."
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