O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, disse torcer para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública imponha aos órgãos um compromisso de articulação para combater o crime organizado. Segundo ele, algumas parcerias sob o governo Lula (PT) não foram feitas por decisão dos governadores.
"Eu torço para que a PEC da Segurança Pública imponha a todos os órgãos de segurança, ou auxiliares, como é o caso da Receita Federal, como é o caso do Coaf, que não são órgãos de segurança, mas são braços auxiliares da Segurança Pública, que eles tenham um compromisso com a articulação das ações do Estado para combater o crime", disse Haddad em um painel no J. Safra Macro Day, evento realizado pelo Banco Safra, em São Paulo, nesta segunda-feira, 30.
Ele afirmou que o que foi feito no combate à máfia dos combustíveis não seria possível sem os Ministérios Públicos dos Estados de São Paulo, do Paraná e de Minas Gerais ajudarem e sem a Receita e a Polícia Federal trocarem informações.
"Não é possível combater o crime organizado sem essa cooperação interfederativa e entre órgãos, às vezes, da mesma esfera de governo. Então, há muito o que se fazer em Saúde Pública, Segurança Pública, com um pacto federativo", sustentou.
"Não podemos manter o País em um clima de é PL, é PT, não. Saúde pública não é partido, saúde pública é País", defendeu.
Ele disse que "não precisa sair de braço dado, abraçado na foto", mas a parceria é necessária. "Depois tem a disputa para saber quem vai levar a melhor, mas isso não pode ser em si o objeto da disputa. Então essas coisas nós precisamos superar", completou.
E finalizou: "Precisamos voltar para um clima em que você separa o que é política de Estado do que é política de governo".
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