O petróleo fechou em alta de 4% nesta terça-feira, 24, recuperando-se do tombo na véspera, em meio à continuação dos ataques entre Israel e Irã, após o país persa negar que possui negociações em andamento com os Estados Unidos.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 4,79% (US$ 4,22), a US$ 92,35 o barril.
Já o Brent para junho avançou 4,49% (US$ 4,22), a US$ 100,23 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O petróleo voltou à faixa dos US$ 100 por barril, após tombar 10% na segunda-feira, em meio a informações conflitantes sobre os rumos da guerra no Oriente Médio e um possível acordo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a suspensão da ofensiva contra o Irã por cinco dias, alegando avanços diplomáticos, ao mesmo tempo em que planeja enviar 3 mil soldados para apoiar operações no Oriente Médio, segundo a mídia americana.
O regime iraniano continua cético acerca das intenções dos EUA, segundo o The Wall Street Journal, e teme que negociações presenciais possam levar a uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do parlamento do Irã.
O líder da Arábia Saudita, príncipe Mohammed bin Salman, tem pressionado Trump a continuar a guerra contra o Irã, de acordo com o The New York Times.
Para o analista da Oanda, Elior Manier, ainda permanece a incerteza sobre até que ponto essas conversas seriam profundas e eficazes para levar a um abandono oficial dos programas iranianos de mísseis balísticos e nuclear, sobretudo para os mercados de curto prazo. "A situação deve ficar mais clara ao longo desta semana", projeta ele.
Os investidores continuam preocupados com o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, onde o Irã começou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, informou a Bloomberg, enquanto o país ainda afirma que o bloqueio vale apenas para embarcações ligadas a aliados dos Estados Unidos. Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar à costa indiana ainda nesta semana.
Com a oferta de petróleo mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, disse que a escassez de combustíveis no mundo deve se agravar em abril. Países do sul da Ásia já apresentam problemas com a crise energética e, segundo Sawan, o norte asiático e a Europa são os próximos.
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