O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, 16, diante da falta de sinais concretos de avanço nas negociações entre EUA e Irã e do aumento do ceticismo dos investidores em relação às declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que o conflito encerraria em breve.
O petróleo WTI para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 3,72% (US$ 3,40), a US$ 94,69 o barril.
Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,7% (US$ 4,46), a US$ 99,39 o barril.
O petróleo acelerou a alta no pregão em meio a relatos de autoridades do Paquistão de que não há data marcada para uma nova rodada de negociações EUA-Irã.
Trump voltou a dizer nesta quinta que representantes dos dois países poderiam se reunir neste final de semana, após o fracasso das tratativas do último fim de semana no Paquistão. Segundo ele, os EUA estão com uma "ótima relação com o Irã" e o país teria concordado com "quase tudo" do que foi proposto.
Com a proximidade do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, previsto para terça-feira, 21, alguns líderes do Golfo Pérsico e da Europa avaliam que uma solução definitiva pode levar cerca de seis meses.
A trégua seria prorrogada por um tempo suficiente para cobrir esse período, segundo a Bloomberg. Já em relação ao Líbano, Trump afirmou hoje que os líderes do país e de Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias.
Para a Capital Economics, as esperanças de que o cessar-fogo seja estendido estão crescendo, à medida que as negociações continuam.
Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da Stonex, vê na alta no petróleo um movimento que reflete o ceticismo crescente do mercado sobre a capacidade das negociações EUA-Irã de produzir um acordo rápido o suficiente para normalizar os fluxos pelo Estreito.
Enquanto isso, o impacto da alta do petróleo com a guerra segue pressionando os preços de energia. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse nesta quinta que a Europa dispõe de "talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação".
Na Venezuela, a espanhola Repsol anunciou um acordo com o governo e a estatal PDVSA para reassumir o controle operacional de ativos no país, abrindo caminho para elevar a produção de petróleo.
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