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Diário de Notícias

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Petróleo fecha em queda com pausa de ataques EUA-Irã e sinais de possível negociação

O petróleo fechou em queda de 4% nesta terça-feira, 28, com o WTI voltando a operar abaixo de US$ 80 por barril, em meio a sinais de avanços diplomáticos no Oriente Médio. O Irã conversou hoje com Arábia Saudita e Omã sobre a situação no Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 4,06% (US$ 3,35), a US$ 79,26 o barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 4,41% (US$ 3,79), a US$ 82,08 o barril.

A pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã se manteve nesta terça, elevando as esperanças de negociações no conflito do Oriente Médio, que desorganizou o setor de energia. O governo do Irã informou que o país perdeu cerca de 230 milhões de metros cúbicos de capacidade de produção de gás em consequência dos ataques sofridos durante a guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que este é "um bom momento" para o Irã fechar um acordo nuclear com Washington. Em entrevista à Fox News, Trump disse que Teerã "essencialmente concordou" em não desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que o compromisso ainda precisa ser formalizado. O líder americano, porém, voltou a ameaçar uma nova ação militar contra o regime persa caso as negociações fracassem.

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, teve conversas telefônicas com seus pares de Omã, Badr Al-Busaidi, e Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, e disse que enfatizou a necessidade de avançar nos esforços diplomáticos conjuntos para alcançar a estabilidade na região e eliminar a insegurança imposta ao Estreito de Ormuz.

Para o analista de inteligência de mercado da Stonex, Bruno Cordeiro, a possível retomada das negociações entre os dois países elevou o otimismo dos traders. "Seguimos observando os investidores atentos e, relativamente, otimistas em relação à possibilidade de uma nova rodada de discussões entre Washington, Teerã e intermediadores dessas conversas", afirma Cordeiro.

No radar, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) planeja interromper os aumentos das cotas de produção de petróleo após uma última elevação prevista para setembro, segundo a Bloomberg.

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