A bordo do monomotor Winnie Mae, aviador norte-americano completou a viagem em 7 dias, 18 horas e 49 minutos, estabelecendo um marco na história da aviação
Em 22 de julho de 1933, o aviador norte-americano Wiley Post pousava no Floyd Bennett Field, em Nova York, após completar o primeiro voo solo ao redor do mundo. A viagem durou exatamente 7 dias, 18 horas e 49 minutos e demonstrou que um único piloto poderia realizar uma travessia global com o auxílio das tecnologias de navegação disponíveis na época.
Post havia decolado do mesmo aeroporto em 15 de julho, pilotando o Lockheed Vega 5C conhecido como Winnie Mae. Durante o percurso, passou pela Europa, pela antiga União Soviética, pela Sibéria, pelo Alasca e pelo Canadá antes de retornar aos Estados Unidos. A jornada contou com diferentes escalas para abastecimento, manutenção e descanso, não se tratando, portanto, de um voo sem paradas.
O aviador enfrentou condições meteorológicas adversas e problemas técnicos ao longo da viagem. Em determinado momento, precisou reparar o giroscópio e uma hélice danificada. Para completar a missão sem navegador, utilizou equipamentos considerados avançados para aquele período, entre eles um piloto automático e um localizador de direção por rádio, que o ajudavam a manter a rota e encontrar pontos específicos durante o percurso.
A conquista também superou um recorde estabelecido pelo próprio Wiley Post dois anos antes. Em 1931, acompanhado pelo navegador australiano Harold Gatty, ele havia dado a volta ao mundo no mesmo avião em pouco mais de oito dias. A viagem solo de 1933 eliminou qualquer dúvida sobre sua capacidade como piloto e o transformou definitivamente em uma das grandes figuras da aviação mundial.
Wiley Post ainda faria importantes contribuições para os voos em grandes altitudes, participando do desenvolvimento de um dos primeiros trajes pressurizados e realizando pesquisas relacionadas às correntes de ar da atmosfera. Ele morreu em agosto de 1935, aos 36 anos, em um acidente aéreo no Alasca. O Winnie Mae foi preservado e tornou-se uma das peças históricas do Museu Nacional do Ar e do Espaço, nos Estados Unidos.
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