A atriz Rita Guedes, 54, disse que passou por cirurgia para o rejuvenescimento da região das pálpebras, a blefaroplastia. Em entrevista ao jornal O Globo, ela informou que houve um erro médico durante o procedimento. Por isso, ela tem usado óculos escuros nas apresentações da "Dança dos Famosos", da TV Globo.
"É uma cirurgia simples (..) Mas, no meu caso, houve negligência médica. Eu tive um problema, e o médico não relatou o que aconteceu. O procedimento acabou durando três horas a mais do que dura normalmente. Tive muitas complicações, quase perdi a visão do olho direito. Ainda bem que foi só em um olho, imagina se fosse nos dois", contou.
Além disso, Rita informou que ficou internada por dez dias após a cirurgia e desenvolveu ceratite, uma inflamação na córnea.
O que é blefaroplastia?
De uma forma resumida, é a remoção do excesso de pele flácida. A operação pode incluir também a retirada da gordura que se acumula nessa região dos olhos, formando bolsas.
O procedimento pode ser voltado à pálpebra superior ou inferior, e cada uma tem características e desafios técnicos distintos.
A cirurgia é recomendada desde que o paciente esteja em boas condições de saúde, tenha expectativas realistas e seja avaliado criteriosamente por um médico especialista.
A indicação pode ser funcional, como nos casos em que a queda da pálpebra superior interfere no campo visual, ou estética, visando rejuvenescer o olhar e melhorar a harmonia facial.
Como é feita a cirurgia?
O procedimento deve ser feito com anestesia local associada à sedação ou sob anestesia geral. É preciso estar em ambiente hospitalar ou clínica com centro cirúrgico, de acordo com Marcelo Chemin Cury, cirurgião plástico especializado em cirurgia óculo-palpebral e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em entrevista ao Estadão em 2025.
Na pálpebra superior, um pequeno corte é feito exatamente na dobra natural da pele. Então, o excesso é retirado e uma sutura é feita com fios finos ou cola cirúrgica.
Já a cirurgia na pálpebra inferior é mais delicada porque envolve bolsas de gordura e pode afetar o formato natural dos olhos. Ela pode ser feita por dentro da pálpebra (transconjuntival), sem cortes visíveis, ou com um corte abaixo dos cílios, usando técnicas para manter o contorno natural.
Mas nem sempre o problema é só excesso de pele ou gordura. Às vezes o músculo que levanta a pálpebra está fraco, causando um quadro chamado "ptose palpebral". Na ptose, a pálpebra cai em excesso, recobrindo o globo ocular. Nesses casos, a cirurgia precisa ir além e envolver também essa estrutura muscular.
Quais os riscos?
Segundo os especialistas, os riscos são baixos, mas existem. Isso porque milímetros fazem a diferença entre um bom resultado e um mau resultado.
Há outros riscos comuns em qualquer cirurgia plástica, como formação de hematomas, infecções, cicatrizes inestéticas, assimetrias e alterações temporárias na sensibilidade local, e aqueles específicos, que incluem, como remoção de pele em excesso e problemas na visão.
O pós-operatório envolve seguir os cuidados necessários por pelo menos uma semana. Deve-se evitar esforço visual prolongado, como uso contínuo de telas, e suspender atividades físicas, como musculação, por pelo menos 15 dias.
Na primeira semana, é comum o aparecimento de inchaço e hematomas. Compressas com soro gelado, pomadas e colírios são recomendados para aliviar os sintomas e promover a cicatrização.
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