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Quem é Andrew, o primeiro do alto escalão da família real britânica a ser preso em 377 anos

O ex-príncipe e Duque de York, Andrew Mountbatten-Windsor, foi preso nesta quinta-feira, 19, sob suspeita de má conduta em cargo público, após anos marcado por denúncias de abuso sexual e conexão com Jeffrey Epstein.

Terceiro filho da rainha Elizabeth II, nascido em 19 de fevereiro de 1960, o ex-príncipe é o oitavo na linha de sucessão ao trono do Reino Unido. Sua biografia é marcada por denúncias abusos sexuais, orgias e maus-tratos a funcionários.

Segundo o jornal The Guardian, Andrew é o primeiro membro do alto escalão da família real britânica na história moderna a ser preso. A última prisão ocorreu durante o reinado de Charles I, preso em 1647 durante a Guerra Civil Inglesa por forças alinhadas ao parlamento, incluindo o Novo Exército Modelo. Ele foi detido e posteriormente julgado por traição após se recusar a aceitar limites à autoridade real, o que levou à sua execução em 1649.

Mesmo após a prisão, Andrew continua ocupando a posição, conforme consta no site oficial da família real, atrás do príncipe William e de seus três filhos - George, Charlotte e Louis - e do príncipe Harry com seus dois filhos - Archie e Lilibet.

Andrew teve carreira militar na Marinha Real Britânica, servindo ativamente durante a Guerra das Malvinas em 1982 como piloto.

Em 1986, se casou com Sarah Ferguson, assumindo o título de Duque de York. O casal teve duas filhas - as princesas Beatrice e Eugenie. Após o divórcio, em 1992, passou a atuar como representante do Reino Unido para o Comércio Internacional, se dedicando à captação de investidores para o país.

Andrew perdeu todos os seus títulos, patentes militares, honrarias e funções oficiais da coroa britânica, ficando totalmente afastado da vida pública da família real a partir das repercussões de uma acusação de Virginia Giuffre, feita em 2019.

Virginia acusou o então príncipe de abuso sexual quando ela era adolescente, afirmando ter sido forçada a ter relações com ele. Segundo ela, os abusos teriam ocorrido em três ocasiões, todas quando tinha 17 anos - e com a ajuda de Epstein, com quem Andrew manteve relação próxima por anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações.

Em 2021, Virginia abriu um processo civil nos Estados Unidos, que foi encerrado em fevereiro de 2022 por meio de um acordo financeiro não divulgado, ainda sem que ele admitisse culpa.

Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou para a Inglaterra em 2010 para ter relações sexuais com o ex-príncipe.

Outro advogado americano alegou que uma de suas clientes disse que Epstein e o ex-príncipe a forçaram a fazer sexo em uma festa na Flórida em 2006.

Além das acusações por crimes sexuais, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Andrew, quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, pode ter transmitido a Epstein informações potencialmente confidenciais. O caso é investigado por autoridades britânicas.

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