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O promotor de Justiça Gustavo Roberto Chaim Pozzebon, de 55 anos, que teve a residência invadida e foi feito refém por criminosos com sua família, nesta quarta-feira, 7, atua na promotoria de Serra Negra, no interior de São Paulo. Ele se destacou durante a pandemia de covid-19 ao cobrar com veemência o cumprimento das medidas de prevenção e chegou a entrar com ação contra um decreto municipal que relaxava o isolamento social.
A polícia prendeu um homem de 25 anos, suspeito de participar do assalto à residência do promotor. O suspeito, identificado como Caio Roberto Rodrigues, foi preso em flagrante horas depois do assalto, em Itatiba, cidade da mesma região. Outros envolvidos no roubo estão sendo procurados. A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informa que, em virtude da sua política de segurança institucional, não divulga comentários relativos a eventuais ocorrências envolvendo seus integrantes. O promotor foi procurado e ainda não deu retorno.
Como foi o crime
Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), um grupo armado invadiu o imóvel, rendeu o promotor e fugiu levando um automóvel VW T-Cross, além de pertences pessoais e valores obtidos por meio de transferências bancárias.
Segundo informações da polícia, sete criminosos invadiram a residência de Pozzebon por volta das 6h30. Eles entraram pelos fundos da casa cortando o alambrado. O promotor, a mulher e os filhos foram amarrados em um dos cômodos do imóvel.
Os assaltantes permaneceram cerca de 5 horas na casa, quando obrigaram o promotor a fazer transferências bancárias pelos aplicativos do celular. O valor roubado não foi informado.
Durante o período, dois funcionários da família - a faxineira e o jardineiro - que chegaram na residência também foram rendidos.
Após a abordagem ao suspeito preso, ele confessou participação no crime e tentou subornar os agentes. O automóvel foi apreendido, assim como aparelhos celulares e peças de vestuário do suspeito, recolhidos para perícia. Outros veículos envolvidos no crime foram identificados por meio de rastreamento, com registros de deslocamentos compatíveis com a dinâmica do crime.
O caso foi registrado como roubo, associação criminosa, corrupção ativa e apreensão de veículo na Delegacia de Polícia de Itatiba.
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