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Diário de Notícias

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São Paulo vira um palco gigante neste fim de semana: a Virada Cultural 2026 completa 21 anos com a edição mais ambiciosa da história

Faltam apenas dois dias para São Paulo se transformar em um festival a céu aberto por 24 horas seguidas. A Virada Cultural completa 21 anos em 2026 e acontece nos dias 23 e 24 de maio com o tema "O Festival dos Festivais", trazendo mais de mil atrações totalmente gratuitas para a capital paulista.

O line-up é de cair o queixo: entre os nomes mais esperados estão Thiaguinho, Péricles, Seu Jorge, Marina Sena, Joelma e Luísa Sonza. Mas a programação vai muito além dos palcos principais — o evento contará com a participação de espaços como Sesc, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca e Instituto Moreira Salles, todos com programação especial.

A curiosidade desta edição? Uma das grandes novidades é a presença de várias escolas de samba. Um dos destaques será o maestro João Carlos Martins junto à Mocidade Alegre, vencedora do carnaval 2026. Imagina a cena: um dos maiores pianistas clássicos do Brasil, que superou problemas graves nas mãos, regendo a bateria de uma escola de samba campeã no meio da Avenida São João.

A edição também ficou mais internacional: a banda sul-coreana 1VERSE se apresenta no Bom Retiro, e a programação inclui artistas como Manu Chao (França/Espanha), as Orquestras Poly-Rythmo de Cotonou (Benin), Scientist com JAH9 (Reino Unido e Jamaica), Edna Martinez (Colômbia) e Nyege Nyege (Uganda/Tanzânia/Holanda).

A prefeitura também trouxe de volta o Palco Gospel e criou novos espaços dedicados a artistas de rock e um palco chamado "Mulheres".

E a logística para quem vai? O Metrô funcionará durante toda a madrugada, 1.128 linhas de ônibus estarão em funcionamento, e a partir da meia-noite de domingo os ônibus municipais terão tarifa zero.

A expectativa é receber mais de 4,8 milhões de pessoas ao longo das 24 horas de programação.

Basicamente: se você está em São Paulo neste fim de semana, a cidade inteira vira um festival gratuito que mistura samba, rock, K-pop, reggae, música clássica, funk, pagode e arte de rua — tudo ao mesmo tempo, do centro às periferias. Difícil pensar em algo mais "cultura nacional" do que isso.

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