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Diário de Notícias

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São Paulo virou um palco gigante: a 21ª Virada Cultural tomou conta da cidade

No último fim de semana, dias 23 e 24 de maio, São Paulo se transformou literalmente num festival a céu aberto. As primeiras horas da Virada Cultural 2026 transformaram a cidade num grande palco, do Vale do Anhangabaú até os bairros das zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, com milhares de pessoas ocupando ruas, praças e equipamentos culturais para celebrar a música, as artes e a diversidade.

O dado curioso? A expectativa era reunir 4,8 milhões de pessoas ao longo de 24 horas ininterruptas de programação, movimentando mais de R$ 500 milhões na economia paulistana e gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. Ou seja, praticamente a população inteira de alguns países europeus circulando por uma única cidade em um dia.

Com o tema "O Festival dos Festivais", a programação reuniu nomes como Luísa Sonza, Péricles, Seu Jorge, Titãs, Joelma, Manu Chao e Thiaguinho, com mais de mil atividades gratuitas espalhadas por toda a capital. Foram 21 grandes palcos — cinco no centro e 16 nos bairros — além de mais de 200 espaços culturais mobilizados em todas as regiões.

O que chama atenção nesta edição é que a periferia ganhou protagonismo com grandes shows, e a programação incluiu desde um encontro inédito entre o maestro João Carlos Martins e a escola de samba Mocidade Alegre, campeã do Carnaval 2026, até a cantora gospel Cassiane. O Theatro Municipal de São Paulo também entrou na jogada com 24 horas seguidas de apresentações gratuitas, proporcionando uma imersão na música brasileira das décadas de 1970, 1980 e 1990.

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