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Diário de Notícias

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Suspeito de atirar em jantar vira réu por tentativa de assassinato de Trump

O suspeito acusado de invadir o jantar de gala oferecido a correspondentes internacionais na Casa Branca no sábado, 25, deverá responder por tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de outros dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo. A informação foi comunicada pelo juiz federal Matthew J. Sharbaugh ao suspeito, Cole Tomas Allen. As acusações podem resultar em pena de prisão perpétua em caso de condenação.

Allen, de Torrance, Califórnia, é apontado como um professor particular com alto nível de escolaridade e desenvolvedor amador de videogames.

De acordo com autoridades americanas, o atirador pegou um trem de Los Angeles para Chicago e, em seguida, de Chicago para Washington, onde se hospedou no Washington Hilton um ou dois dias antes de o hotel sediar o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Autoridades federais investigam um texto atribuído a ele que sugere motivação política e indignação com ações do governo. O bilhete indica ainda que integrantes do governo eram os principais alvos. "Funcionários do governo (excluindo Patel): são alvos, classificados por ordem de prioridade, do mais alto ao mais baixo", diz o texto, em aparente referência ao diretor do FBI, Kash Patel.

Como foi o ataque

Por volta das 20h, minutos após o início do evento, um atirador passou correndo por um posto de controle de segurança no Washington Hilton, de acordo com um vídeo de segurança postado por Trump. Nele é possível ver policiais perseguindo o homem, enquanto agentes vestidos de smoking sacam suas armas e correm em direção ao salão de baile.

Testemunhas no interior disseram que um barulho alto foi ouvido do lado de fora da sala. Os funcionários do bufê gritaram e correram para as escadas, enquanto os participantes se abaixavam e se agachavam contra as paredes.

O atirador trocou tiros com as autoridades antes de ser neutralizado pelo Serviço Secreto. Ele não entrou no salão de baile, segundo as autoridades.

Os investigadores acreditam que ele tenha disparado pelo menos uma vez, informou a polícia de Washington. As autoridades ainda estavam analisando as provas balísticas e os cartuchos.

Trump, a primeira-dama Melania, o vice-presidente J. D. Vance e outras autoridades de alto escalão foram escoltados para fora do hotel por volta das 21h45 no horário local.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca mais tarde naquela noite, Trump disse que um agente do Serviço Secreto havia sido baleado, mas foi protegido por um colete à prova de balas. Ele foi levado a um hospital, informaram as autoridades. Não houve relatos de outros feridos, de acordo com Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna.

O que é o jantar dos correspondentes da Casa Branca

Todos os anos, a Associação de Correspondentes da Casa Branca organiza um jantar para celebrar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda (que protege a liberdade de expressão nos Estados Unidos). Fundada em 1914, a associação representa cerca de mil jornalistas que cobrem a Casa Branca.

O evento atrai centenas de jornalistas, celebridades e políticos dos dois principais partidos. Há décadas, ele é realizado no Washington Hilton.

Trump, que tem um relacionamento tenso com a mídia, já havia boicotado o evento anteriormente. O sábado marcou sua primeira aparição durante qualquer um de seus mandatos. Ele participou pela última vez em 2011, quando era estrela de reality show.

Ele disse que o jantar seria remarcado dentro de um mês. "Este era um evento dedicado à liberdade de expressão que deveria reunir membros de ambos os partidos com membros da imprensa. E, de certa forma, isso aconteceu", disse Trump no sábado. "Vi uma sala que estava totalmente unida. De certa forma, foi muito bonito, uma coisa muito bonita de se ver". / COM INFORMAÇÕES DE AFP E THE NEW YORK TIMES

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