O País registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro, a menor desde 2020, em meio à pandemia de covid-19. Porém, o resultado desta vez não ocorre por uma expulsão de trabalhadores informais do mercado de trabalho, mas sim porque a composição da qualidade do emprego atualmente é das melhores da série histórica iniciada em 2012.
A avaliação é de Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A menor taxa de informalidade da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020.
"Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época", frisou a pesquisadora.
Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.
Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0,6%.
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