O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira, 26, a revisão dos limites de referência para a composição da Dívida Pública Federal (DPF) definidos em seu Plano Anual de Financiamento (PAF), a serem alcançados ao final do exercício.
Foi mantida a previsão de que o estoque da DPF fique entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões em 2026. Em 2025, a dívida pública ficou em R$ 8,646 trilhões.
O PAF prevê participação entre 49% e 53% para os papéis remunerados pela taxa Selic na DPF este ano. Em janeiro, a previsão era que os limites fossem entre 46% (mínimo) e 50% (máximo). Em 2025, esses títulos responderam por 48,3% da dívida.
Para os títulos prefixados, o PAF prevê uma participação entre 20% e 24% em 2026, contra um intervalo de 21% a 28% no limite original deste ano. Esses títulos fecharam o ano passado com participação de 22,1%. Já para os papéis atrelados à inflação, o documento propõe uma razão de 21% a 25% este ano, ante 23% a 27%. No fim do ano passado, eles representavam 25,9% da DPF.
O plano anual estipula que os títulos atrelados ao câmbio devem fechar 2026 com participação entre 3% e 7% na DPF, conforme previsão original. Efetivamente, eles encerraram o ano passado com 3,7% do total.
O documento prevê, ainda, que os vencimentos da DPF em 12 meses devem chegar ao fim de 2026 entre 18% e 22% do estoque. Em 2025, a razão era de 17,5% no fim do ano. O prazo médio da dívida deve ficar entre 3,7 e 4,1 anos, segundo o PAF de 2026 - igual ao que constava originalmente. Em 2025, o prazo médio foi de 4,0 anos.
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