Audiência deve reacender debate sobre segurança de dados, influência chinesa e futuro da plataforma no mercado norte-americano
O TikTok voltará ao centro das atenções em Washington após a confirmação de que um de seus principais executivos prestará depoimento ao Congresso dos Estados Unidos. O diretor de segurança da TikTok U.S., Will Farrell, foi convocado para comparecer em 15 de setembro perante o Comitê da Câmara dos Representantes sobre a China, em uma audiência que promete abordar questões relacionadas à segurança nacional, privacidade de dados e à estrutura societária da plataforma após sua reorganização nos Estados Unidos.
A audiência será a primeira participação pública de um executivo da operação norte-americana da empresa na Câmara desde que a ByteDance concluiu, no início deste ano, um acordo para separar os negócios do TikTok nos Estados Unidos da controladora chinesa. A reorganização criou uma nova empresa de controle americano, formada por investidores como Oracle, Silver Lake e MGX, enquanto a ByteDance permaneceu com uma participação minoritária de 19,9%. Apesar da mudança, parlamentares seguem cobrando esclarecimentos sobre o nível de influência que a empresa chinesa ainda exerce sobre a plataforma.
Os congressistas também pretendem obter mais informações sobre como são armazenados e protegidos os dados dos usuários americanos, tema que há anos domina as discussões envolvendo o aplicativo. A preocupação das autoridades é que informações pessoais possam ser acessadas pelo governo chinês ou utilizadas para influenciar conteúdos exibidos aos usuários, acusações que a empresa nega reiteradamente.
O depoimento ocorre em um momento de intensa fiscalização sobre as grandes plataformas digitais nos Estados Unidos. Além das discussões sobre segurança nacional, o Congresso tem ampliado o debate sobre proteção de menores, transparência dos algoritmos e responsabilidade das redes sociais. A expectativa é que a audiência ofereça novos detalhes sobre a operação do TikTok em território americano e ajude a definir os próximos passos da relação entre a empresa e o governo dos Estados Unidos.
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