O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom nas tensões com o Brasil ao sinalizar que poderá ampliar a disputa comercial para o universo do futebol. Em declarações recentes, Trump indicou que pretende utilizar sua influência junto à FIFA e à força-tarefa criada pela Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026 como parte da estratégia de pressão sobre o governo brasileiro, em meio ao agravamento das divergências diplomáticas e econômicas entre os dois países.
A nova manifestação ocorre semanas após a adoção de medidas comerciais contra produtos brasileiros e reforça uma estratégia que mistura temas políticos, econômicos e esportivos. Embora Trump não tenha detalhado quais ações poderiam atingir diretamente o Brasil no âmbito da FIFA, a declaração foi interpretada como mais um capítulo da escalada de tensões entre Washington e Brasília.
O relacionamento entre Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem sido alvo de crescente escrutínio internacional. Nos últimos dias, parlamentares norte-americanos solicitaram explicações sobre a proximidade entre ambos, enquanto entidades do futebol europeu criticaram a crescente influência política nas decisões relacionadas às competições organizadas pela entidade.
A Casa Branca preside uma força-tarefa criada para coordenar a realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, o que coloca o governo norte-americano em posição de destaque na organização do torneio. Até o momento, a FIFA não anunciou qualquer medida envolvendo o Brasil em decorrência das declarações de Trump, e não há indicação de mudanças na participação brasileira nas competições da entidade.
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