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Trump incita população do Irã a protestar e ocupar instituições: 'A ajuda está a caminho'

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais nesta terça-feira, 13, para incitar os protestos no Irã e a ocupação de instituições do país asiático: "A ajuda está a caminho". Ele disse ainda que cancelou todas as reuniões com as autoridades do país.

"Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO - OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

O Irã deve executar nesta quarta-feira, 14, o primeiro manifestante preso por causa das manifestações contra o regime, segundo grupos de direitos humanos. Erfan Soltani, 26, enfrenta a execução por 'guerra contra Deus' após sua prisão durante os protestos. Ele foi preso em 8 de janeiro. Por três dias, sua família não teve informações sobre seu paradeiro.

O número de mortos nos protestos em todo o Irã subiu para pelo menos 2 mil nesta terça-feira, segundo ativistas, mesmo com iranianos conseguindo fazer ligações telefônicas para o exterior pela primeira vez em dias, após as autoridades terem cortado as comunicações durante a repressão.

O total de mortos, reportado pela Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, supera em muito o de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irã em décadas, lembrando o caos que cercou a Revolução Islâmica de 1979. As manifestações, que começaram como protestos contra a economia debilitada do país, rapidamente passaram a mirar a teocracia, em especial o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

O crescente número de mortos pode aumentar a pressão sobre o presidente dos EUA, para que tome medidas, após ele ter alertado o Irã de que poderia intervir militarmente para proteger manifestantes pacíficos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a comunicação com Washington permanece aberta, mas reconheceu que as diferenças entre os países continuam enormes.

*Com informações da Associated Press.

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