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Unctad: aumento no custo da dívida e financiamento externo pressiona países em desenvolvimento

O aumento dos custos da dívida e do financiamento externo está pressionando as finanças públicas dos países em desenvolvimento, dificultando os investimentos em educação, saúde, e infraestrutura, segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).

O custo da dívida se tornou um dos principais entraves ao desenvolvimento dessas economias, acelerando em ritmo mais rápido que a capacidade de pagamento. Entre 2014 e 2024, os gastos dos governos com juros mais que dobraram, enquanto a arrecadação pública cresceu em ritmo muito menor. Em consequência, cerca de 73% dos países em desenvolvimento perderam espaço fiscal. O relatório aponta, ainda, que as condições externas para empréstimos soberanos pioraram depois da pandemia de covid-19 e o consequente aperto monetário global.

Outro ponto destacado é o custo do financiamento externo mais elevado para economias em desenvolvimento, em comparação aos países desenvolvidos. O fluxo de capital estrangeiro nos países em desenvolvimento caiu 18% entre 2014 e 2024, representando cerca de 11% dos investimentos nessas economias em 2024. Em contrapartida, esse número aumenta para 38% nos países desenvolvidos.

Além disso, os fluxos de capital externo continuam insuficientes para atender às necessidades de financiamento. Em 2024, foram recebidos cerca de US$ 1,5 trilhão em recursos estrangeiros - valor que ainda permanece US$ 4,3 trilhões abaixo do necessário para que os países em desenvolvimento alcancem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), segundo o relatório.

O documento da Unctad destaca que as condições de empréstimos são difíceis, com as taxas de juros sobre empréstimos externos atingindo um recorde de 4,9% em 2024.

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